Marcha feminina aponta ao "top-10"

Em relação à China, Inês Henriques ganhou o lugar na seleção a Susana Feitor...

Marcha feminina aponta ao "top-10"
Marcha feminina aponta ao "top-10" • Foto: PEDRO FERREIRA
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Quatro anos depois de ter colocado duas atletas entre as 10 primeiras, Portugal volta a ter um trio nos 20 km marcha dos Jogos Olímpicos Londres'2012, que parte no sábado com o objetivo de, pelo menos, repetir os resultados de Pequim.

Em relação à China, Inês Henriques ganhou o lugar na seleção a Susana Feitor, enquanto Ana Cabecinha [na foto] e Vera Santos, respetivamente oitava e nona classificadas em Pequim, são as repetentes, que ambicionam estar ao mesmo nível.

"Era bom fazer um resultado entre as 10 primeiras. Nos últimos quatro tenho entrado nas oito, mas o meu objetivo aqui passa por chegar nas 10/12 primeiras, porque o nível dos Jogos Olímpicos é muito alto", afirmou Ana Cabecinha, 28 anos, que tem sido a mais regular nos últimos anos - oitava lugar nos Europeus de 2010, sétima nos Mundiais de 2012 e nona na Taça do Mundo de 2012.

A atleta do Clube Oriental de Pechão reconhece que "qualquer atleta quer e sonha chegar mais à frente" e sublinha a imprevisibilidade das provas de marcha, em que "tudo pode acontecer", pelo que quem fica no "top-10" pode ficar nas cinco primeiras. No entanto, é o desenrolar da prova que dita o seu desfecho.

"Uma atleta que for bem aos 10 km pode não estar bem aos 15 e aos 18 muito menos. A prova decide-se a partir dos 18 e eu espero estar num bom grupo até aí para poder decidir a prova na parte final. Quem não sonha com uma medalha olímpica?", questionou Ana Cabecinha.

"Mas sou realista e espero estar lá a lutar e dar o meu máximo que é o meu principal objetivo", acrescentou. Para Inês Henriques, a meta é "desde há algum tempo ficar nos 10 primeiros", como tem acontecido nos últimos anos em todas competições em que tem estado, nomeadamente na Taça do Mundo deste ano (10.ª), nos Mundiais de 2011 (10.ª), no Mundial de marcha de 2010 (quarta) e nos Europeus do mesmo ano (nona).

"Tive um problema de uma lesão antiga, que me obrigou a ir limitada para a Taça do Mundo e posteriormente estive dois meses a treinar com algumas dificuldades, mas com o apoio da equipa médica da federação melhorou e, desde o Campeonato de Portugal, tenho conseguido treinar dentro do que treinador me pediu", disse a atleta do CN Rio Maior.

No sábado, a partir das 17 horas, Vera Santos pretende superar-se, com a consciência de que fez "um bom trabalho" de preparação.

"Superar-me é o que as minhas pernas conseguirem dar amanhã à tarde. Ainda não pensei em lugares. Logo vejo com o desenrolar da competição", afirmou a atleta do Sporting, segunda na Taça do Mundo de 2010 e sexta nos Europeus do mesmo ano.

A marchadora de Santarém preferia uma tarde de calor e as previsões apontam para tempo seco, mas em Pequim foi à chuva que obteve o nono lugar.

"Melhorar Pequim pode ser um objetivo, mas não tenho isso em mente", afirmou.

Pela manhã João Vieira e Pedro Isidro vão fazer os 50 km masculinos.

No caso do primeiro, esta distância é a grande aposta, depois do bom resultado nos 20 km (11.º), enquanto o segundo fará a sua estreia olímpica, na prova mais longa do atletismo.

"Correram bem os 20, estou satisfeito, supercontente. Com este lugar vou muito mais liberto para os 50 km. Talvez possa arriscar mais um pouco", afirmou João Vieira depois da primeira prova.

Pedro Isidro, que será o primeiro português com deficiência cognitiva a participar nos Jogos Olímpicos, espera que "a corrida seja boa, que consiga fazer uma boa prestação", sem nenhum objetivo traçado.

"Não penso em nenhum lugar, tudo pode acontecer. Desde que esteja bem e num bom lugar, já é muito bom", disse.

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