Rui Costa: «Gosto de dar um passo de cada vez»
Poveiro vai estrear-se em Jogos Olímpicos...
Poveiro vai estrear-se em Jogos Olímpicos...
RECORD – Considera que a presença nuns Jogos Olímpicos é o ponto alto na carreira de um atleta?
RUI COSTA – É sem dúvida um dos pontos mais altos. Estou muito feliz com esta convocatória.
R– Sente que, após o que já conseguiu, em especial a vitória numa etapa no Tour de 2011 e a Volta à Suíça, os portugueses exigem agora mais de si?
RC – Exigiriam mais se não tivesse ganho nada até aqui. Felizmente nunca foi necessário exigirem-me fosse o que fosse e acho que tenho correspondido sempre às expectativas dos portugueses. Que seja sempre assim.
R – Qual vai ser o objectivo para a prova de estrada?
RC –O traçado não me é favorável, pois é demasiado plano. Assim sendo, penso que será uma chegada ao sprint, mas cada corrida é única e tudo pode acontecer. Um bom resultado seria terminar no grupo principal entre os melhores.
R – Não teme que possa ficar um pouco desgastado para os Jogos Olímpicos, tendo em conta que vai participar no Tour, que termina uma semana antes?
RC – Os Jogos Olímpicos são uma prova de um só dia. O pouco descanso que terei será suficiente para dar o melhor de mim e representar as nossas cores da melhor forma.
R – Que possibilidades têm os três portugueses na prova de estrada, face a seleções que vão competir com cinco ciclistas?
RC – Irá depender do desenrolar da corrida. É claro que, em igualdade de circunstâncias, cinco atletas têm mais hipótese que três, mas nós vamos cheios de vontade de orgulhar o povo português e vamos dar tudo para trazer um bom resultado.
R – Vitória numa etapa no Tour e agora na Volta à Suíça. Tudo conseguido até aos 25 anos. Onde pode chegar no ciclismo mundial? Medalha olímpica, triunfo no Tour?
RC – Gosto de dar um passo de cada vez. Até aqui tenho evoluído, mas o futuro é uma incógnita. Se tudo correr bem, e se continuar a progredir, é provável que daqui a uns anos possa estar na frente com os melhores. Para já ainda tenho muito que aprender e evoluir, sem pressas nem pressões.
R – Gosta de sair, ir ao cinema, a uma discoteca de vez em quando, ou é mais de ficar por casa?
RC –Quando estou em época desportiva o meu dia-a-dia é treinar e descansar. No final da época, quando tenho mais tempo livre, costumo pescar, fazer caminhadas, cuidar dos meus papagaios e araras e tocar bateria para descomprimir.
R – Vive numa pequena localidade, Aguçadoura. Como é que a população tem reagido aos seus feitos?
RC – Vibra muito e apoia-me ao máximo. Quando chego das competições vêm bater-me à porta a dar os parabéns. Sou bastante acarinhado pelas gentes da terra.
R – Para além do ciclismo, do que é que gosta mais?
RC – Adoro pássaros, gosto de pescar e já toquei bateria numa banda, com a qual chegámos a atuar nas festas do concelho. Levo a minha almofada sempre comigo para as corridas. Benzo-me antes das partidas. O meu prato favorito é bacalhau à Gomes Sá e prefiro o campo à cidade e a natureza à praia.
QUEM É
Nome: RUI Faria Alberto da COSTA
Nascimento: Póvoa de Varzim, 5/10/1986, 25 anos
Altura e peso: 1,82 m e 69 kg
Equipas: Movistar (2011 e 2012); Caisse d’Epargne (2009 e 2010); Benfica (2007 e 2008)
Ranking mundial: 13.º
Principais resultados: 2012 –1.º Volta à Suíça; 3.º Volta à Romandia; 2011 – 1.º numa etapa no Tour; 1.º Volta a Madrid; 1.º GP Montreal; 2010 – 1.º numa etapa Volta à Suíça; campeão nacional de contrarrelógio; 2.º Quatro Dias de Dunquerque; 2009 –1.º Quatro Dias de Dunquerque
Prova em Londres’12: estrada