Comité Paralímpico de Portugal diz que é prudente adiar Jogos, mas aguarda decisão

Organismo abordou tomada de posição do Comité Internacional quanto a Tóquio

O presidente do Comité Paralímpico de Portugal (CPP) considerou esta segunda-feira que, nas condições atuais, "o mais prudente será adiar" os Jogos Paralímpicos, mas o garantiu que o CPP acompanha a posição do Comité Paralímpico Internacional (IPC).

"O adiamento poderá ser o mais recomendado, mas devemos aguardar por uma posição definitiva do IPC, em função do evoluir da situação" da pandemia da covid-19, disse José Lourenço, em declarações à agência Lusa.

O presidente do CPP considera que o mais importante "é garantir a saúde de todos os agentes desportivos", acrescentando que "só depois disso se deve pensar em desporto".

"Os atletas, como todos, devem proteger-se e ficar em casa" disse o presidente, admitindo que a quase total paragem na preparação influenciará as prestações dos atletas.

José Lourenço afirma que "se os Jogos se realizarem nas datas previstas [25 de agosto a 6 de setembro] as condições de igualdade já estão feridas, porque uns conseguem treinar e outros não", aludindo às diferentes medidas que estão a ser tomadas em vários países para tentar conter a propagação da pandemia.

No domingo, o Comité Olímpico Internacional anunciou que vai deliberar num período de quatro semanas sobre a realização dos Jogos Olímpicos Tóquio'2020, que deverão decorrer entre 24 de julho e 9 de agosto, devido à pandemia da Covid-19, com o adiamento na agenda, mas não o cancelamento.

Pouco depois, o IPC garantiu total apoio à decisão do COI sobre um eventual adiamento dos Jogos Olímpicos Tóquio'2020 devido à pandemia da Covid-19.

"Tenho a certeza de que todo o movimento paralímpico apoia a decisão do COI, que está a analisar os possíveis cenários relacionados com os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Tóquio'2020", afirmou em comunicado, o presidente do IPC, o brasileiro Andrew Parsons.

No documento, o líder do IPC, considera que "a vida humana é muito mais importante do que qualquer outra coisa, e atualmente é vital que todos, incluindo os atletas, fiquem em casa para ajudar a impedir a propagação da doença que está a afetar a comunidade global".

Desde 1988 que os Jogos Paralímpicos passaram a utilizar as instalações dos Jogos Olímpicos, e mais recentemente, os dois eventos começaram a ter o mesmo comité organizador.

Por Lusa

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