José Manuel Lourenço: «É preciso mudar o paradigma»
"O recrutamento continua a ser o maior desafio para o desporto paralímpico. É preciso criar estratégias, para atrair atletas ao desporto adaptado, estimular as pessoas a fazer desporto como um modo de melhoria da qualidade de vida no geral. Só assim pode haver mais atletas, cujos feitos inspirem outros".
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Em noite de festa, em que foram distinguidos os atletas que mais se destacaram em 2022 no desporto paralímpico, José Manuel Lourenço voltou a dizer que é urgente aparecerem mais praticantes. "Continua a ser preciso uma mudança de paradigma", começou por frisar o presidente do Comité Paralímpico de Portugal (CPP): "O recrutamento continua a ser o maior desafio para o desporto paralímpico. É preciso criar estratégias, para atrair atletas ao desporto adaptado, estimular as pessoas a fazer desporto como um modo de melhoria da qualidade de vida no geral. Só assim pode haver mais atletas, cujos feitos inspirem outros".
O líder do CPP reconheceu, no entanto, ser necessário haver condições. "É necessário continuar a desenvolver estratégias que passem pela criação de mais infraestruturas acessíveis, garantir transporte, horários que sejam adequados. E tudo começa na educação, na valorização do desporto paralímpico nas escolas. Porque incluir não é juntar. Precisamos de todos", disse.
A propósito, Ana Sofia Antunes, secretária de Estado da Inclusão, lembrou que a "captação dos jovens para a prática desportiva mudou com a inclusão das crianças com deficiência nas escolas de ensino regular". A gala contou ainda com a ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, considerando "histórica" a equiparação de apoios entre paralímpicos e olímpicos. A fechar, José Manuel Lourenço aproveitou para apresentar o projeto para a construção da nova sede do CPP, que espera estar pronta em três anos.