Luís Costa conquista diploma para Portugal
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Em mais uma dia de competição dos Jogos Paralímpicos, voltou a entrar em cena o ciclismo português, com Luís Costa a garantir novo diploma para a comitiva nacional em Tóquio. O ciclista, de 48 anos, terminou a prova de contrarrelógio H5 na 7ª posição, arrecadando assim o sétimo diploma da missão portuguesa em Tóquio'2020.
Luís Costa, que compete numa 'handbike' e pedala através das mãos, terminou o crono com um tempo de 42.42,18 minutos, uma posição à frente de Stuart Tripp (42.56,88) e logo atrás do norte-americano, Alfredo de los Santos (41.37,77). O ciclista de Casto Verde melhorou a classificação em relação ao resultado (8º) que tinha obtido no Rio'2016, em contrarrelógio H5, mas admitiu que tinha como objetivo terminar algumas posições acima na tabela.
"A prova não correu tão bem como queria. Tinha uma estratégia preparada para as três voltas. Fiz uma primeira demasiado forte e pequei um pouco na segunda e terceira. A meio, apanhei o atleta norte-americano, aproveitei e fui ao ritmo dele. Esperava fazer um melhor tempo. Tinha esperança em chegar ao 5º lugar", frisou o vice-campeão europeu na categoria, abordando as dificuldades da prova: "Todos os ciclistas apresentaram-se muito melhor do que o normal. Basta ver que fiz 7º lugar e o campeão paralímpico em título [Ernst van Dyk] ficou em 9º. Faltava-me vencer esse adversário, que era o único que nunca tinha conseguido..."
Ainda esta terça-feira, Telmo Pinão, que tinha conquistado antes um diploma paralímpico nos 3000 metros perseguição individual, esteve em ação no Autódromo Internacional de Fuji. O ciclista, de 41 anos, completou os 24 quilómetros do contrarrelógio C2 em 41.56,90 minutos, terminando a prova na 11ª posição da geral.
Apesar de ter começado bem a corrida, registando o seu melhor tempo (13.32,16) ao fim da 1ª volta, Pinão foi perdendo velocidade na fase final, situação que, tal como admitiu, o retirou da luta por um diploma olímpico. "Estava no limite. O percurso tinha umas partes técnicas, com curvas e subida, e paguei caro no final. Esta prova não é a minha especialidade, mas estou muito contente pela prestação. Não sei se daria para chegar ao 8º lugar. Talvez pudesse ter feito 9º se não fosse a última volta", considerou o vice-campeão europeu na categoria em contrarrelógio.
O ciclista perspetivou ainda a prova em linha C2, que irá disputar quinta-feira. "Estou muito bem para disputar os primeiros lugares, mas é ingrato competirem as três classes (C1, C2 e C3) juntas na mesma prova. Não devia ser assim. Tudo pode acontecer. Pode haver atletas que não se adaptem bem ao clima. O objetivo é sempre tentar ficar nos 8 primeiros. São 80km de corrida, é muito, estou habituado a isso. Só que estão lá homens de uma classe acima da minha, que andam muito", assumiu.