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Medalhados nos Europeus de atletismo adaptado querem inspirar

Carolina Duarte e Luís Gonçalves pretendem ser exemplo

• Foto: Lusa
Carolina Duarte e Luís Gonçalves, cada um responsável por três das 17 medalhas que Portugal conquistou nos Europeus de atletismo adaptado, manifestaram esta segunda-feira o desejo de que o seu exemplo "inspire" outros cidadãos com deficiência.

"Se não conseguir inspirar ninguém, não vou ter o meu trabalho feito. Quero muito que as pessoas percebam que ter uma deficiência, mais ou menos severa, não as impede de integrar-se, sair de casa, fazer amigos. Praticar desporto e ganhar medalhas. Não precisam ser de alta competição", disse Carolina Duarte.

À saída do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, a atleta considera que o seu êxito foi fruto de "muito trabalho", aliado a um "acreditar ao máximo" nas suas potencialidades, admitindo que o seu foco está agora nos Paralímpicos de Tóquio2020.

Luís Gonçalves fez um balanço "muito, muito positivo" da sua atuação em Berlim, admitindo que estes campeonatos foram os mais complicados que teve até agora, os que "custaram mais".

"Prometo trabalhar afincadamente e no próximo campeonato do Mundo vou dar 2.000 por cento de mim e tenho a certeza de que vou ter sucesso outra vez", sublinhou, garantindo que vai fazer como Cristiano Ronaldo e "provar que um atleta de 33 ou 35 anos pode fazer o mesmo que os mais novos".

Jorge Vieira, presidente da federação de atletismo, regozijou-se com o "sucesso retumbante" da seleção, considerando-o motivador para todas as pessoas com deficiência.

"Não tenho dúvidas de que são referências para futuros atletas e jovens com deficiência no país para praticarem desporto. Certamente que se revêm nestes atletas. Que ganhem coragem e procurem o desporto, pois podem ter carreiras semelhantes", desafiou.

O dirigente recordou as "vidas muito difíceis e obstáculos" que estes atletas encontraram ao longo da vida, elogiando o "exemplo" que estes constituem para a sociedade.

"Que ajudem a derrubar muros para que sejam encarados como pessoas absolutamente normais, sem barreiras no acesso a uma vida normal e feliz", completou.

A seleção nacional regressou de Berlim com sete medalhas de ouro, sete de prata e três de bronze, num total de 17 subidas ao pódio.
Por Lusa
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