Boccia e Carolina Duarte entram em cena
Dia será marcado também por finais no atletismo e, ainda dependente das eliminatórias, na natação
Seguir Autor:
Modalidade na qual Portugal sempre foi uma referência – é inclusivamente um dos países com mais medalhas na história paralímpica -, o boccia terá hoje as primeiras partidas, com a disputa de cinco encontros a envolver as cores nacionais. Primeiro, ao final da manhã no Brasil, o par BC4 irá defrontar Hong Kong, seguindo-se, já ao final da tarde, a disputa de novo embate pelo mesmo par, agora ante a Grã-Bretanha. Em ação estará também o par BC3, com embates ante a Grã-Bretanha (início da tarde) e Singapura (final da tarde). A finalizar a jornada de boccia, nota também para a presença da equipa referente à classe BC1-BC2, que terá encontro marcado com a Argentina.
Para além do boccia, o dia de hoje ficará também marcado pela entrada em cena da nadadora Simone Fragoso, na prova de 50 metros mariposa S5, prova na qual a atleta de 36 anos tem esperanças de chegar à final, que se disputará pouco depois das 18 horas brasileiras (22 horas portuguesas).
Duas finais no atletismo
De resto, há também ação no Estádio Engenhão, com Inês Fernandes a disputar a final direta do lançamento do peso F20, pela manhã, e Carolina Duarte a correr as eliminatórias dos 100 metros T13. Contudo, ainda antes compete Mário Trindade, nos 100 metros T53, numa final para a qual se apurou ontem, com um tempo de 17,94 segundos, que lhe valeu o apuramento direto, por ter sido o segundo na sua série. Em estreia nos Jogos Paralímpicos, o veterano, de 41 anos, que compete em cadeira de rodas, disputa a sua final pelas 10h48 brasileiras (14h48 de Lisboa).
Sabe o que é o boccia?
O boccia foi desde sempre uma das mais fortes modalidades com representação lusa, sendo Portugal até uma das potências da mesma. Dividido em quatro categorias (BC1, BC2, BC3 e BC4), é disputado de forma individual, pares ou equipas, estando as classes agrupadas pelo grau de limitação. Os BC1 padecem de paralisia cerebral, podendo ter a ajuda de um assistente; os BC2 têm igualmente paralisia cerebral, mas dispõem de maior autonomia e conseguem lançar a bola de melhor forma, não tendo o auxílio de assistentes; os BC3 sofrem de limitações físicas severas e podem necessitar de uma espécie de rampa para lançar a bola; Por fim, os BC4 padecem de uma outra limitação física significativa que os possa limitar no ato de lançamento do esférico.