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Maratonista das Ilhas Salomão foi a Paris'2024 para competir nos 100m e... acabou em última
Sharon Firisua é detentora de vários recordes do país em distâncias dos 1.500 metros à maratona
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Sharon Firisua é um caso único e até bizarro no atletismo mundial. Aos 30 anos, a atleta das Ilhas Salomão marca presença nos seus terceiros Jogos Olímpicos, depois de no Rio de Janeiro ter feito os 5.000 metros e em Tóquio na maratona. E em Paris? Correu os 100 metros!
Foi última entre todas as atletas que participaram na sessão preliminar, com uns super modestos 14.31 segundos... que são, ainda assim, um recorde pessoal. Não bastasse o tempo modesto, que seria algo normal para um amador da velocidade, Firisua parece ter feito da presença olímpica uma espécie de objetivo de vida. Acontecesse o que acontecesse. E seja em que disciplina for.
De Tóquio para Paris não mudou a sua especialidade. Nem fazia grande lógica. A opção foi outra. Como as vagas de universalidade se fecharam na sua prova, a maratona, a Federação das Ilhas Salomão decidiu atribuir-lhe a que tinham direito nos 100 metros. Mesmo que a atleta nunca tenha feito qualquer corrida do hectómetro - daí o recorde pessoal. Em teoria, esta vaga, atribuída a países sem atletas nos Jogos, deveria ter ido para os melhores sprinters do país no ranking, mas a opção federativa foi outra. Estranho, para dizer o menos...
Como se isto tudo não bastasse, convém referir que a Firisua é a detentora de 9 recordes nacionais do seu país. 3.000 metros obstáculos (11:27.42), 10.000 metros (37:54.60), 3.000 metros indoor (10:28.34) e outdoor (10:26.01), meia maratona (1:24:54), maratona (3:02:07), 5.000 metros (18:01.62), 1.500 metros (4:52.63) e milha (5:16.5).