Cátia Azevedo: «Objetivo eram os mínimos para o Rio»

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• Foto: Paulo Henriques

Progredindo quase um segundo de uma só vez nos 400 m (de 52,61 para 51,63), a sportinguista Cátia Azevedo conseguiu ontem proeza dupla no Meeting de Madrid: bateu o velho (17 anos) recorde nacional de Carmo Tavares (51,92 em 1999) e fez mínimo olímpico (de 52,20). "Estou muito contente, claro. Muita gente não acreditava, mas eu, a minha família, o meu treinador, os meus amigos, acreditávamos e o sonho tornou-se realidade", começou por dizer a atleta, nascida em Oliveira de Azeméis há 22 anos e que, aos 14, se mudou para Lisboa a fim de apostar tudo no atletismo. "Se esperava melhorar um segundo numa só prova? O objetivo era conseguir o mínimo para os Jogos, no resto não pensava. Mente que não pensa é corpo que não sente…"

Cátia Azevedo, que foi 2ª na prova, apenas derrotada pela canadiana Carline Muir (51,05), já tinha mínimo B para o Europeu de Amesterdão, a sua próxima meta. "Ainda não falei com o meu treinador mas claro que o foco, agora, serão os Europeus e os Jogos."

Já o seu treinador, Carlos Silva, que não se deslocou a Madrid, considerou que "a marca é espetacular mas assenta muito bem na Cátia, quer pela sua qualidade quer pelo trabalho que foi feito". E acrescentou: "Já lhe tinha dito que ela estava preparada para baixar dos 52 segundos e ter feito 52,62 no domingo, sem adversária, já era bom indicativo. Mas, claro, para uma jovem que tem 52,60 baixar de 52,20 era como ter ali uma montanha…"

Bazolo bem

Neste meeting do Challenge Mundial da IAAF, para além de Susana Costa no triplo [ver peça ao lado], também Lorène Bazolo, a recente recordista nacional de 100 m (11,21), esteve muito bem ao ser 3ª com 11,28 (v:+1,0), marca que também supera o antigo recorde de Lucrécia Jardim (11,30). Na eliminatória, Bazolo fora 2ª com 11,33. No triplo, Patrícia Mamona (4ª) esteve regular acima dos 14 metros, chegando a 14,17 (e fez ainda 14,02 e duas vezes 14,01). Diogo Ferreira (2º) passou 5,50 na vara (à 2ª tentativa) e tentou depois novamente 5,70, que seriam recorde nacional e mínimo olímpico. Eduardo Mbengani foi 7º nos 3.000 m, com 8.01,96, e Carlos Nascimento (10,56) e Arnaldo Abrantes (10,59), nos 100 m, e Rasul Dabo (14,31), nas barreiras, ficaram fora das finais.

Por Arons de Carvalho
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