Mamona "bastante contente" por fazer "história"

Atleta apurou-se para a final do triplo salto a par de Susana Costa

• Foto: Reuters

A atleta portuguesa Patrícia Mamona mostrou-se este sábado "bastante contente" por ter feito "história", juntamente com a compatriota Susana Costa, com o apuramento de ambas para a final do triplo salto dos Jogos Olímpicos'2016, no Rio de Janeiro (Brasil).

"Não foi a qualificação direta, mas estou bastante contente, porque isto é história. Não tinha chegado a uma final olímpica (13.ª em Londres'2012) por um ou dois centímetros e agora, aqui, duas raparigas portuguesas estão na final olímpica", disse, muito satisfeita, Patrícia Mamona.

A satisfação foi total, com o apuramento de Susana Costa, no último salto: "Sabia que a Susana era a última a saltar e podia qualificar-se. Tinha que dar. Quando saltou, vi logo que era um grande salto. Fiquei a rezar para que a marca fosse suficiente. Quando se confirmou, não consegui conter minha alegria e fui abraçá-la".

A atleta do Sporting lembra que as das já tinham feito história no Europeu, com o seu título e o quinto lugar da benfiquista, mas que, no Rio de Janeiro'2016, nuns Jogos Olímpicos "a história ainda é maior".

"Estou super feliz e agora tenho de recuperar e pensar mesmo na final", prosseguiu Patrícia Mamona, afirmando que a parte pior já passou: "Como disse nos Europeus, às vezes, a qualificação é a parte mais difícil. Existe muita tensão, pois querem-se todas qualificar e às vezes há demasiada ansiedade, demasiada tensão, o que não ajuda nos saltos".

No Rio de Janeiro'2016, Patrícia Mamona conta que começou com um "salto razoável" (13,80 metros), mas que ficou, desde logo, com a noção que podia qualificar-se.

"Depois, saltei para 14,08 metros. Sabia que não era seguro e que tinha puxar um pouco mais por mim e dar tudo do último salto. Felizmente qualifiquei-me", explicou a atleta lusa, que saltou 14,18 metros na derradeira tentativa.

Nos dois primeiros saltos, Patrícia Mamona fez a chamada muito atrás da tábua, mais de 10 centímetros: "No Primeiro salto, sim, foi estratégia. Não fazer nulos é bastante importante, para podermos focar-nos em saltar muito. Os nulos, às vezes, atrapalham um bocadinho".

"Ficamos com medo de fazer outra vez nulo e não ter marca de qualificação. Depois de saltar 13,80 metros, fiquei confiante que podia fazer mais de 14, pois não foi um salto difícil, embora me tenha sentido desequilibrada no próprio salto. Mas, já passou, agora quero pensar na final", frisou.

Na final de domingo, a partir das 20h55 locais (00h55 de segunda-feira em Lisboa), Patrícia Mamona pensa que "tudo pode acontecer".

"Tenho que ir buscar garra onde não há e agradecer o apoio dos portugueses e pedir que nos continuem a apoiar. Temos duas portuguesas na final e as expetativas são positivas", disse, confessando que não prestou atenção a quem se qualificou: "Estou focada em mim, nos meus saltos, no que controlo".

Patrícia Mamona não tem mesmo a certeza de que bater o recorde nacional (14,58 metros) seja suficiente para chegar a uma medalha.

"Só espero que o meu melhor seja melhor do que o das outras. Se fizer uma marca má e um lugar bom, fico igualmente contente. Vou saltar para ganhar, como as outras", finalizou.

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