Maratona: Portuguesas querem diploma
Portugal apresenta Dulce Félix, Sara Moreira e Jéssica Augusto
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Portugal apresenta hoje um trio de luxo – Sara Moreira, Dulce Félix e Jéssica Augusto – na maratona feminina dos Jogos Olímpicos e todas têm o mesmo pensamento: ficar entre as oito primeiras, posição que garante um diploma olímpico.
Entre Sara, Dulce e Jéssica é difícil avançar quem será a melhor portuguesa. Não está em causa a obtenção da melhor marca pessoal num circuito plano com três voltas. O que importa é a classificação, sabendo que na frente da corrida as protagonistas serão as africanas.
A preparação das três portuguesas correu conforme o planeado, mas só na parte final é que Sara Moreira se ressentiu de uma lesão na coxa, situação que a atleta garante ter ultrapassado. "Não é uma semana, em dez de preparação, que estive sem correr que fará mudar as metas que estavam inicialmente traçadas", disse a maratonista do Sporting, que tem 2.24,49 horas como melhor registo pessoal. Nos Jogos de Londres em 2012, Sara foi 14ª na final dos 10.000 metros.
Dulce Félix quer redimir-se do 21º posto na maratona olímpica em 2012. "Gostava de ficar entre as 10, 12 primeiras e tudo o que vir a partir daí seria ótimo", confessou a vice-campeã da Europa dos 10.000 metros. "Venho muito mais motivada com essa medalha. Treinei-me e abdiquei de muita coisa para este dia. Sei a marca que poderei fazer", observou a maratonista do Benfica.
As dúvidas de Jéssica
O resultado que alcançar hoje pode ajudar a esclarecer as dúvidas de Jéssica Augusto em relação à presença nos Jogos de Tóquio em 2020. "Tenho 34 anos e estes poderão ser os meus últimos Jogos. Quero fazer uma boa prova, sinto-me bem preparada e estou adaptada ao calor. Prefiro o tempo quente", disse a fundista do Sporting, que tem cono objetivo fazer melhor que o 6º lugar alcançado há quatro anos nos Jogos de Londres. "Estou a viver estes Jogos no Rio como se fossem os primeiros, gosto do ambiente", disse Jéssica sobre a terceira presença olímpica.
Jemima Sumgong desafia Dibaba
O duelo entre as etíopes e as quenianas vai marcar a maratona feminina dos Jogos, que tem início às 13h30 em Portugal Continental.
As atletas que foram ao pódio no Mundial em Pequim o ano passado competem no Rio, mas utilizaram estratégias diferentes de programar as suas provas.
A etíope Mare Dibaba, medalha de ouro na China, não parece estar ao nível do ano passado e foi apenas sexta na Maratona de Londres, em abril. Não entrou em provas desde essa altura para apontar a sua forma para o Rio. Se ganhar não será surpresa. A Etiópia deposita fortes esperanças em Tirfe Tsegaye (2.19,41 horas no Dubai) e em Tigist Tufa (2ª em Londres com 2.23,03 horas).
Mas o Quénia pode alcançar a medalha de ouro. É preciso não esquecer os progressos de Jemima Sumgong, vencedora da Maratona de Londres e que fora 4ª no Mundial em 2015. Boas indicações na meia-maratona este ano (1.06,58 horas) e nos 10 km (31,26 minutos em Nova Iorque). O Quénia apresenta outra maratonista cheia de credenciais. Trata-se de Helah Kiprop, que foi vice-campeã mundial em Pequim 2015.
Seis meses depois da medalha de prata na China, Kiprop ganhou a Maratona de Tóquio com a boa marca de 2.21,27 horas, o seu melhor registo pessoal.