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Pedro Martins quer mais do que o mediano no Rio

Superada a grave lesão

• Foto: Mark Phelan
Pedro Martins superou as vicissitudes de uma lesão grave e, por isso, não quer contentar-se com o mediano nos Jogos Olímpicos, ambicionando chegar o mais longe possível no torneio de badminton do Rio2016.

"Nunca me contentei com o mediano. Não gosto de pensar no médio. É pensando mais além que chegamos mais além. Se eu vou para lá pensar 'o meu objetivo é ganhar o primeiro jogo'. Então, se passar, provavelmente vou perder à segunda. Temos é de pensar qual é o nosso objetivo e o que nós queremos. Isso é que nos motiva para ganhar jogo a jogo", defendeu num encontro com jornalistas, em Lisboa.

O atleta do Che Lagoense sabe que vai ser muito difícil ganhar uma medalha no Rio de Janeiro, uma vez que nos outros países existem condições para a modalidade de que Portugal não dispõe.

"Por exemplo, os atletas da China treinam todos juntos, todos os dias. Aqui em Portugal não perco um jogo há oito anos. É a diferença. Não tenho muita competição", sublinhou.

No entanto, se há alguém que está habituado a superar todas as dificuldades é o jogador de Portimão. A maior de todas, foi, inevitavelmente, a lesão que o afastou dos campos durante cerca de ano e meio.

"Estava a fazer uma prova de orientação na faculdade e, quando estava a voltar do meio da floresta, despistámo-nos e fomos embater numa árvore. Sofri algumas lesões ao nível da cervical, afetou-me o sistema nervoso e deixei de conseguir pegar na raquete. Tanto de um lado como do outro, não conseguia agarrar a raquete. Doía-me bastante e sentia choques. Foi complicado", relatou.

Apesar de já ter representado Portugal nos Jogos Olímpicos de Londres, há quatro anos, Pedro Martins reconhece que a qualificação para o Rio'2016 é muito especial por tudo aquilo que passou, por ter sido capaz de recomeçar do zero.

"À partida, eu sabia que ia ser muito difícil, porque não tinha ranking, devido a ter deixado de competir durante um ano e meio, pela lesão que tive, mas foi muito bom. Fez-me crescer enquanto pessoa e deu-me outra bagagem para encarar outros desafios na vida. Agora percebo que ter passado por isto compensou", admitiu.

A recuperar de pequenas lesões, resultantes da intensa carga de torneios que teve no último ano, o algarvio confessa que o mais complicado nos últimos meses foi a distância.

"Fiz 23 torneios. Foi chegar e abalar no outro dia. Cheguei a fazer quatro torneios seguidos, a ficar 27 dias fora de casa. É muito complicado de gerir a nível não só físico, mas mental e emocional", acrescentou.
Por Lusa
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