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Vítor Félix: «Foi o melhor ciclo olímpico da canoagem portuguesa»

Só faltou a medalha

• Foto: José Moreira
O presidente da Federação Portuguesa de Canoagem, Vítor Félix, mostrou-se este sábado "bastante satisfeito" com os resultados dos canoístas lusos nos Jogos Olímpicos Rio'2016, apesar de ter faltado a medalha, a "cereja no topo do bolo".

"Estou bastante satisfeito. Um quarto, um quinto e um sexto classificados não desprestigia, de maneira nenhuma, a nossa prestação. É claro que uma medalha teria sido a cereja no topo do bolo", reconheceu Vítor Félix.

De acordo com o líder federativo, este foi "o melhor ciclo olímpico da canoagem portuguesa e, de uma maneira geral foi o melhor ciclo de preparação de todas as modalidades".

"Nunca houve uma missão tão equilibrada como tivemos aqui no Rio de Janeiro, um conjunto de 'top 10' e de diplomas alcançados em várias modalidades. A canoagem, mais uma vez, situou-se como uma das melhores e não fosse a medalha da Telma, seria a melhor modalidade", lembrou.

Segundo Vítor Félix, não é altura de se colocar "em causa todo um projeto que foi sustentado, de 12 anos, e que tem trazido tantas alegrias ao desporto português. É para continuar e vamos já amanhã preparar Tóquio 2020".

"Um quarto, um quinto e um sexto. Se fossemos assim em todos os setores da nossa sociedade, na economia, na política, sei lá... o nosso país seria muito melhor", frisou.

Ainda assim, globalmente, a canoagem fez pior do que em Londres2012: "Não gosto de fazer comparações. Na pontuação, é claramente um pior resultado. Por vezes, vocês perguntam o que falhou. Acho que o que falhou foi que os outros foram mais fortes, foram melhores do que nós. Isto é desporto".

Há quatro anos, Fernando Pimenta e Emanuel Silva conseguiram mesmo a única medalha, no K2 1.000 metros, mas, depois Pimenta optou pelo K1.

"Isso é um assunto já enterrado. Só falo do presente e do futuro, não do passado. Tenho a minha opinião pessoal, mas não vou falar sobre isso. Para mim, é um assunto morto, é um assunto técnico. Não é um assunto do presidente ou da direção", disse, lembrando que "não é o presidente da federação de futebol que decide se o Cristiano Ronaldo joga a defesa direito".

A ausência de medalha não terá consequências: "Não afeta. É claro que mais ninguém merecia mais do que os atletas, porque são eles os grandes obreiros deste sucesso. Temos a melhor geração de sempre da canoagem portuguesa, um conjunto de atletas, hoje, mais maduros, mais experientes, com pódios e alguns deles campeões europeus e campeões do Mundo".

"Hoje, confesso que me dava muita alegria se o K4 tivesse conseguido uma medalha, porque significa muito, é uma equipa, é todo um trabalho que desenvolvemos durante quatro anos e o Fernando, o Manuel, o João e o David trabalharam como ninguém e mereciam esta medalha", lamentou.

Vítor Félix avançou que, ainda assim, vai ser feita uma "avaliação, uma análise", mas lembrou que este é "um projeto que tem tido bastante sucesso, um projeto que foi continuado, um projeto sustentado desde há 12 anos".

"Tivemos aqui, e é bom salientar isto, a maior delegação de sempre da canoagem portuguesa, com oito atletas, sete na velocidade e o José Carvalho no slalom, que faz um excelente nono lugar, numa modalidade que não é fácil e tem umas características muito especiais", prosseguiu.

Quanto ao futuro, Vítor Félix afirmou que "há nomes a despontar, como o Tiago Tavares, que há um mês foi campeão do Mundo em sub-23 e vai reforçar a equipa".

"Há um trabalho sustentado dos clubes e da federação e os resultados nos juniores, sub-23 e seniores levam-nos a crer que estamos no bom caminho. É um projeto para continuar, com as devidas afinações", frisou, avançando que quer manter a equipa técnica.

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