Djokovic é o Rei da Aldeia Olímpica

Enquanto uns se escondem, o sérvio dança, brinca e arrasta multidões

Primeiro foi a Itália. Estava Fábio Fognini, Vincenzo Nibali, mas nem sinal da grande estrela da natação transalpina, Federica Pellegrini. Depois, a Jamaica. Usain Bolt? Nem vê-lo. Mas entretanto apareceu a Sérvia e a zona internacional da Aldeia Olímpica ‘explodiu’. Grande parte dos astros internacionais optam por faltar à cerimónia do hastear da bandeira dos respetivos países, mas Novak Djokovic não é desses.

Na maior das calmas, o nº 1 mundial do ténis assistiu à cerimónia, acompanhado por Ana Ivanovic e pelo treinador Boris Becker. Brincou com os ‘gigantes’ da seleção sérvia de basquetebol e com o colega Viktor Troicki. E de seguida, foi autenticamente ‘engolido’ por quem por ali passava. Voluntários, jornalistas, membros de outras delegações. Nós também fomos atrás.

Bem ao seu estilo, Djokovic deu show: com a música a decibéis já quase descontrolados, ‘Nole’ tentou dar uns passos de samba, arranhou o português, sorriu para quem chamava "Djokinho! Djokinho!". Sem qualquer membro de segurança a seu lado, tirou selfies e nunca recusou um ‘dá cá mais cinco’ ou um aperto de mão. Um craque. Pelo meio da confusão de microfones, câmaras fotográficas e fios de câmaras de televisão, algumas palavras. "Me gusta mucho latinoamerica", dizia, trocando por momentos o português pelo espanhol. Nada que não se perdoe ao tenista de 29 anos. "Adoro o Brasil, estou muito feliz por cá estar e a festa foi bonita, com dança e música", continuou este ‘extraterrestre’ do desporto que, na verdade, é só mais um de nós. "É o milagre Guguinha!", disse ainda, referindo-se à popularidade do ténis no Brasil, culpa do amigo Gustavo Kuerten, três vezes campeão de Roland Garros.

De seguida, mais sério, mas sem se alongar demasiado – afinal, o sérvio estava mais virado para dançar... – falou dos objetivos para o torneio olímpico, onde poderá enfrentar João Sousa na 2ª ronda. Questionado se será desta que junta o ouro olímpico ao seu vasto palmarés, Djokovic, que na 1ª ronda tem pela frente Juan Martin del Potro sorriu: "Vamos ver, vamos ver. Ainda é muito cedo para falar na medalha de ouro, mas espero que sim". Depois despediu-se de todos.

Estrelas em todo o lado

Por estes dias, passar na zona internacional da Aldeia Olímpica significa cruzar-se a cada minuto com estrelas do desporto mundial. Pau Gasol disse-nos olá, tal como Ricky Rubio, numa altura em que a seleção espanhola de basquetebol saía para almoçar.

Num outro canto, o presidente francês François Hollande, no Brasil a promover a candidatura de Paris à organização dos Jogos de 2024, falava com o judoca Teddy Riner, campeão olímpico e sete vezes campeão mundial, com o andebolista Thierry Omeyer, um dos melhores guarda-redes do Mundo e com os basquetebolistas da NBA Nicolas Batum e Boris Diaw. A tenista checa Petra Kvitova também aproveitou a chegada do bom tempo (que não tem sido uma constante no Rio...) para dar um passeio pela área.

No final do dia, foi a vez do secretário-geral da ONU Ban Ki-moon fazer uma visita à Aldeia.

Por Lídia Paralta Gomes. Rio de Janeiro. Brasil
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