Do Tuvalu só há um e quer ver Neymar
Até ao dia 12, o velocista quer ir ver alguns jogos de futebol e de râguebi. Enaltece David Luiz, que já jogou no Benfica, mas o seu ídolo é só um: Neymar!
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Já conheceu Usain Bolt no ano passado, no Mundial de Pequim, e seguramente não lhe vai pedir um autógrafo. Mas se pela frente lhe aparecer Neymar, Etimoni Timuani não hesita. Ele tem uma grande vantagem sobre os demais companheiros. É o único representante do Tuvalu, uma ilha da Polinésia, e ganhou forte mediatismo quando foi conhecida a sua história.
Vejamos, então, algumas das peripécias passadas com este velocista (e futebolista, é defesa) que vai correr no próximo dia 12 as eliminatórias dos 100 metros nos Jogos: para chegar ao Rio fez uma viagem de avião que durou 40 horas. Começou em Tuvalu e depois fez paragens em Fiji, Los Angeles, Panamá e finalmente Rio de Janeiro. Nos Estados Unidos teve de esperar 10 horas para ter ligação e no Panamá sete.
Apesar de habitualmente os velocistas serem bastante nervosos, Timuani tem paciência de chinês. Chegou à Aldeia Olímpica, acomodou-se e ficou a ver o jogo de futebol entre o Brasil e a África do Sul. Queria seguir atentamente o seu ídolo, Neymar.
Mas aos 20 minutos da segunda parte, Timuani foi interrompido. Alguém lhe bateu à porta para ir até à zona internacional para a cerimónia de boas-vindas à delegação do Tuvalu. E sem Timuani, não haveria cerimónia...
Juntou-se o seu treinador, o médico, o dirigente e mais um elemento que segura a placa que tem as iniciais do país. "Foi muito bonito", disse de forma lacónica Timuani. "O meu objetivo era chegar aqui", acrescentou.
Até ao dia 12, o velocista quer ir ver alguns jogos de futebol e de râguebi. Enaltece David Luiz, que já jogou no Benfica, mas o seu ídolo é só um: Neymar!