Luís Horta defende Rússia fora do Rio

Fala de do “maior escândalo da história”

• Foto: David Santos

Na véspera da reunião do Comité Olímpico Internacional (COI) que pode definir se a comitiva russa viaja ou não para o Brasil, Luís Horta defendeu a exclusão dos russos do Rio de Janeiro. "O que temos de pensar é se punir todos os atletas de um país é proporcional a defender a legitimidade dos Jogos. E eu penso que é", disse o antigo diretor da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), em entrevista à BBC Brasil.

O ex-presidente da Comissão de Laboratórios da Agência Mundial Antidoping (WADA) e atual consultor internacional da Agência Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) frisou ainda que "os atletas russos prejudicados não devem apresentar queixas ao movimento olímpico, mas sim ao governo russo, que é o grande responsável" por aquele que diz ser o "maior escândalo de doping da história".

Os atletas paralímpicos russos também poderão falhar esta edição no Rio de Janeiro, já que o Comité Paralímpico Internacional (IPC) anunciou, em comunicado, a abertura de um procedimento de suspensão, advertindo que a Rússia "parece incapaz de garantir o cumprimento e a aplicação do Código Antidoping do IPC dentro da sua própria jurisdição."

Recorde-se que a Agência Mundial Antidopagem denunciou um esquema de doping sistemático na Rússia, que terá acontecido com o apoio do governo do país entre 2011 e 2015. A Federação Internacional de Atletismo (IAAF) suspendeu os russos, proibindo-os de participar nos Jogos do Rio de Janeiro. As outras modalidades continuam em suspenso, mas poderão conhecer um veredicto hoje, caso a reunião do COI seja conclusiva. A competição começa a 5 de agosto.

Por Inês Cunha
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