Polícia brasileira investiga segundo grupo de suspeitos de terrorismo

Comentavam nas redes sociais a hipótese de atentados nos Jogos

• Foto: Reuters

A Polícia Federal brasileira está a investigar a existência de um segundo grupo de 15 supostos terroristas brasileiros que comentavam em redes sociais sobre a hipótese de cometer atentados durante os Jogos Olímpicos Rio'2016.

Segundo a entidade policial, citada pelo diário Globo, as autoridades tiveram "conhecimento do grupo virtual a partir da deflagração da Operação Hashtag", que na semana passada identificou 12 pessoas igualmente suspeitas de preparar atentados durante o maior evento desportivo do mundo.

"Um dos alvos de medida restritiva desta operação estava entre os participantes mais ativos do grupo. A partir dessas informações, a Polícia Federal passará a analisar o caso", acrescentou.

A polícia procura mais informações sobre o novo grupo no âmbito das investigações da Operação Hashtag, mas não revelou quem é o militante do grupo Sharia ligado ao segundo grupo.

Uma reportagem da TV Globo avançou que o segundo grupo teria, pelo menos, 15 militantes e foi descoberto por um jornalista que diz ter-se infiltrado na organização há ano e meio.

"Irmãos, a nossa reunião de hoje em São Paulo foi boa, pudemos ter mais ideias. Será uma boa oportunidade de realizar o julgamento contra esses porcos", disse um dos militantes que se apresenta como Lobo, segundo a Globo.

Um outro, não identificado, insinuou que armas já foram compradas: "Vocês sabem onde encontro um fornecedor de armas pesadas? Temos um fornecedor confiável e que está do nosso lado. Do material adquirido, todos ainda permanecem sem raspagem e em boa qualidade."

A informação surge um dia depois da detenção, em Mato Grosso, do último suspeito de terrorismo alvo da Operação Hashtag, que na quinta-feira determinou 12 mandados de prisão temporária, com duração de 30 dias, prorrogáveis uma vez por igual período.

A Procuradoria da República no Paraná informou na semana passada que alguns deles realizaram o batismo ao grupo jihadista Estado Islâmico, juramento de fidelidade exigido pela organização terrorista para o acolhimento de novos membros.

Apesar das intenções de ataques, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, classificou o grupo de "amador".

Na quarta-feira, a especialista norte-americana em contra-terrorismo Rita Katz avisou que extremistas islâmicos publicaram no serviço de troca de mensagens Telegram recomendações de 17 técnicas para atentados terroristas durante os Jogos Olímpicos.

Os Jogos Olímpicos decorrem de 5 a 21 de agosto no Rio de Janeiro.

Por Lusa
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