Rússia suspende visados no relatório sobre escândalo de doping

Kremlin afasta intervenientes diretos no caso

Vitaly Mutko, Ministro russo dos Desportos e membro do Comité Executivo da FIFA.
• Foto: Reuters

A Rússia anunciou, esta segunda-feira, que os responsáveis visados no relatório que dá conta da existência de um programa de dopagem no desporto russo com apoio estatal serão suspensos durante o inquérito.

"Os responsáveis referidos no relatório como sendo os executores diretos [das infrações] serão temporariamente suspensos de funções até ao final do inquérito", indicou o Kremlin, em comunicado, sem especificar a identidade dos visados.

O presidente da Agência Mundial Antidopagem (AMA), Craig Reedie, tinha apelado esta segunda-feira, à Rússia para afastar os responsáveis visados no relatório McLaren, que demonstrou a existência de um sistema de dopagem de Estado durante os Jogos Olímpicos de Sotchi, em 2014.

"O relatório McLaren confirma que, no mínimo, a Agência Antidoping russa não poderá manter a sua acreditação enquanto não tenham sido afastados todos os responsáveis ao serviço do Ministério do Desporto e das agências governamentais em causa", pode ler-se no comunicado.

A AMA salientou, em especial, a responsabilidade do ministro russo dos Desportos, Vitaly Mutko, que é também membro do Comité Executivo da FIFA.

"A AMA exorta o Comité de Ética da FIFA a estudar as acusações relativas ao papel desempenhado pelo membro do seu comité executivo", prosseguem.

De acordo com o relatório independente elaborado para a AMA pelo professor canadiano Richard McLaren, o governo russo dirigiu um programa de dopagem no desporto com apoio estatal, com participação ativa do ministro dos Desportos e dos serviços secretos.

O relatório refere que o programa "à prova de falhas" foi colocado em prática pelos responsáveis russos, inclusivamente durante os Jogos Olímpicos de Inverno Sochi2014.

De acordo com o documento, o ministro dos desportos da Rússia, Vitaly Mutko, teve "participação ativa" neste sistema, que teve a assistência dos serviços secretos nos laboratórios antidopagem de Moscovo e Sochi.

"O laboratório de Moscovo operou para a proteção de atletas russos dopados, dentro de um sistema 'à prova de falhas' conduzido pelo estado", especifica o relatório de Richard McLaren.

Na mesma conclusão, o responsável diz que o "laboratório de Sochi operou um método de troca de amostras, para permitir que os atletas russos dopados competissem nos Jogos Olímpicos de Inverno".

A análise diz ainda que o ministro dos desportos russo teve uma intervenção direta no processo.

Por Lusa
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