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Que o filho de Simeone não saia ao pai

• Foto: Paulo Calado

Em 1996, Rui Jorge estava na Seleção Olímpica de Portugal que participou nos Jogos Olímpicos em Atlanta. Foi nessa competição que aconteceram os dois únicos embates com a Argentina no escalão sub-23 e Rui Jorge foi titular em ambos. O primeiro jogo, na fase de grupos, terminou empatado a um golo; Ortega marcou para a Argentina, Nuno Gomes igualou. "Terrível massacre argentino e finalmente um fado feliz", lia-se na crónica de Record.

Portugal seguiria em frente até que, nas meias-finais, surgiu novo duelo com os argentinos. Derrota por 2-0, com dois golos de Crespo, assim descritos no nosso jornal: "Não se repetiu o massacre mas também não houve milagre". O atual selecionador olímpico português alinhou os 90 minutos. "Muito atento nas ações defensivas, surgindo sempre no sítio certo. Na segunda parte perdeu o fulgor; o facto de ter feito os jogos todos pesou nas pernas", resumiu a exibição do antigo lateral-esquerdo. Vinte anos depois, Rui Jorge volta a estar no local certo, agora à procura do triunfo sobre os argentinos.

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O capitão Simeone

Recuando novamente até 1996, cada seleção seguiu o seu caminho. A portuguesa ficou-se pelo 4º lugar, devido à goleada (5-0) sofrida frente ao Brasil. A Argentina perdeu com a Nigéria por 3-2 na final e arrecadou a medalha de prata, numa equipa comandada pelo capitão Diego Simeone. Na altura jogava no Atlético Madrid, clube que hoje treina. E como o futebol tem destas coisas, 2016 volta a ter um confronto com um Simeone: Giovanni, o filho do técnico, hoje com 21 anos, é um dos avançados da seleção olímpica – deve começar no banco. Rui Jorge não conseguiu travar a Argentina do pai, pode ser que consiga derrota a Argentina do filho.

Por David Novo. Rio de Janeiro. Brasil
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