Gonçalo Paciência: O nome na história

Gonçalo Paciência numa lista restrita de goleadores

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• Foto: Paulo Calado
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Gonçalo Paciência celebrou 22 anos a 1 de agosto. Teve direito a bolo de aniversário e ainda ouviu os parabéns da comitiva portuguesa que está no Brasil. Dois dias depois a festa continuou com um golo frente à Argentina; mais tarde, marcou mais um às Honduras. "O mais importante é sempre a equipa mas se puder ajudar com golos, ainda melhor", lembrou Gonçalo Paciência.

Dois golos que ajudaram a colocar Portugal nos quartos-de-final e que deixam o avançado na história dos goleadores portugueses em Jogos Olímpicos. Recuando até 1996, Afonso Martins também marcou dois golos em Atlanta, ambos no jogo inaugural com a Tunísia. E se puxarmos o filme muito mais atrás é preciso chegar à primeira participação da Seleção de futebol em Jogos Olímpicos. Em 1928, Portugal terminou no 7º lugar em Amesterdão. Pepe, glória do Belenenses, fez dois golos nessa edição; Vítor Silva, jogador que se destacou ao serviço do Benfica, apontou 3. Quanto a Gonçalo Paciência tem, no mínimo, mais dois jogos para igualar ou até ultrapassar o registo de Vítor Silva e fixar-se como o jogador com mais golos por Portugal em Jogos Olímpicos.

O avançado do FC Porto é um dos destaques individuais da equipa de Rui Jorge, isto depois de momentos mais complicados antes do arranque da competição. A mialgia na coxa direita chegou a assustar. "Antes não sabia a lesão que tinha e estava preocupado que fosse mais grave. Depois de ter treinado condicionado claro que é bom marcar dois golos", assumiu.

As comparações

O número na camisola é de ponta-de-lança, o apelido também. Sempre que se fala em Gonçalo Paciência, há sempre quem se lembre do pai Domingos, ex-avançado que se notabilizou ao serviço do FC Porto . "A fase de me compararem com o meu pai já passou. Estou focado no meu trabalho e desta vez está a correr bem", atirou. Mas há sempre quem se engane. "Às vezes acontece chamarem-me Domingos", revelou o jogador, bem-disposto. E o humor manteve-se quando os jornalistas lhe perguntaram se já tinha falado com o pai sobre o golo às Honduras. "Ainda não, o roaming é caro...", soltou Gonçalo. Pode ser que ontem tenha aproveitado o Wi-Fi para telefonar sem gastar dinheiro.

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