Joana Ramos: «A chinesa não era um rapaz»

Acredita que podia ter vencido Yingnan Ma

• Foto: Reuters

Joana Ramos lamentou o facto de ter sido eliminada na terceira ronda da categoria de -52kg dos Jogos Olímpicos Rio'2016, ao perder com a chinesa Yingnan Ma.

"Primeiro quero dizer que a chinesa não era um rapaz. E não estava fora do meu alcance. Aliás, já lhe tinha ganho na final de um Grand Slam. Este combate podia ter sido uma final olímpica, uma final de qualquer prova. Era um combate equilibrado, difícil, como todos os combates que se vêem aqui", começou por dizer a judoca portuguesa após a derrota com a quinta do mundo, por ippon, em 4.05 minutos.

Joana Ramos considerou que estava em boas condições físicas. "Não me podia ter preparado melhor, podia ter melhorado imensas coisas mas dei tudo, em todos os treinos em todos os meses de preparação, em todas as provas. Tudo para estar aqui na minha melhor forma. E isso consegui. Tenho mesmo a convicção que não poderia estar melhor", disse, explicando o que correu mal frente à chinesa.

"A minha adversária surpreendeu-me com um movimento que não é normal. E eu tentei sair, depois de ser imobilizada. Tentei sair, com todas as forças que tinha. A única coisa que lamento é não voltar ao tatami uma terceira, quarta, quinta vez, porque foi uma felicidade imensa no primeiro combate, quando imobilizei a minha adversária, ouvir o pavilhão inteiro a gritar Portugal. Não podia estar mais feliz por lutar ali. Lamento não conseguir ir mais longe, mas quero agradecer a todos os portugueses, ao meu clube, à minha família, aos meus amigos, aos meus colegas de clube, aos meus treinadores, porque realmente toda a gente fez força e me deu o melhor para eu estar aqui na minha melhor forma", referiu.

Joana Ramos explicou as lágrimas: "Percebi quando perdi que não ia voltar ali. É uma emoção muito grande pisar um tapete olímpico. Passamos quatro anos sem saber se vamos conseguir fazê-lo e no meu caso foi uma vida inteira até Londres e depois também uma grande insegurança até aqui… Espero ter conseguido honrar Portugal da melhor forma".

Quanto ao futuro adiantou: "Em 2012 perguntaram-me a mesma coisa e eu não tinha respostas, porque não sei o que vou fazer amanhã. É verdade que agora termina um ciclo, mas isto é o que eu mais gosto de fazer na vida. Enquanto me sentir feliz, vou continuar a lutar. E quando achar que é altura de parar, paro, mas enquanto sentir esta força e esta vontade e esta paixão, vou continuar".

Por Lídia Paralta Gomes. Rio de Janeiro. Brasil
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Judo

Notícias

Notícias Mais Vistas

Copyright © 2020. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.