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Agora é a vez de Rui Bragança

Vimaranense é apontado como candidato a um grande resultado; arranca com atleta colombiano

• Foto: Carlos Alberto Matos/Imapress

Há dias aziagos e o de ontem foi particularmente desafortunado para a comitiva portuguesa. A tão desejada medalha acabou por não chegar, com Fernando Pimenta a terminar a final do K1 1.000 em 5º e Nelson Évora a ser 6º no triplo-salto. Assim, a esperança num bom resultado para as nossas cores tem hoje um nome: Rui Bragança. O português, 3º cabeça de série na categoria -58 kg, chega ao Rio com dois títulos europeus no bolso, mais a medalha de ouro nos Jogos Europeus de Baku, em 2015. Currículo suficiente para colocar os portugueses a sonhar.

Cauteloso, o lutador de 24 anos, não alimenta grandes euforias, mas garante estar mais forte que nunca. "Trabalhámos para chegar cá no melhor momento de forma de sempre. Neste momento, sinto-me muito bem. Fizemos a preparação que achávamos que era necessária e não me lembro de me sentir assim tão bem para uma competição", revelou aos jornalistas.

Ontem, o dia de Rui Bragança foi dedicado a treinos e à pesagem, ele que tem procurado fugir aos ‘encantos’ da Aldeia Olímpica, focando-se ao máximo na prova de hoje. A pesagem de ontem foi a última enquanto atleta dos -58 kg, visto que Bragança já decidiu, caso continue a competir, que vai subir de categoria. O primeiro adversário do português é o colombiano Oscar Luis Munoz Oviedo, 14º pré-designado do torneio olímpico, pelas 12h45 do Rio de Janeiro, 16h45 em Lisboa. Apesar do ranking, todo o cuidado é pouco já que Oviedo foi medalha de bronze em Londres.

Na segunda ronda, poderá ter pela frente o alemão Levent Tuncat, 6º pré-designado, naquela que seria a reedição da final do Europeu de 2014, ganha pelo português.

Rui Bragança já frisou que quer ir passo a passo e que são quatro finais até ao ouro. E o que é preciso para lá chegar? "Não sofrer pontos. Um atleta tem de marcar e não pode sofrer pontos. Como é que o faz? Só ele é que o sabe. Eu sou um atleta que vai muito pela tática. Outros vão pela força ou pela resistência. Há muitas discussões sobre o que é melhor, no meu caso é ir pela parte tática e tentar resolver um problema de mil e uma formas", sublinha Bragança, a quem as medalhas caem bem no peito.

Por Lídia Paralta Gomes e António Carlos. Rio de Janeiro. Brasil
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