Veteranos do mar à procura da sorte
Correntes difíceis de prever preocupam, mas são também um fator que pode jogar a favor dos portugueses.
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São ambos veteranos e os dois querem aproveitar a experiência para brilhar nos Jogos do Rio. João Rodrigues e Gustavo Lima têm juntos 10 participações olímpicas, às quais vão juntar mais duas a partir de hoje, com o arranque das competições de RS:X e Laser, marcado para as 13 horas do Rio, 17h em Portugal Continental.
A imprevisibilidade do campo de regatas pode baralhar as contas na Baía de Guanabara e tornar a competição mais aberta, numa altura em que os problemas com a rampa principal da Marina da Glória parecem já estar resolvidos. Rodrigues e Lima já não têm a frescura física de outros tempos (têm 44 e 39 anos, respetivamente), mas o fator sorte, que os velejadores tanto têm referido, dá-lhes alento.
Gustavo Lima diz que as correntes terão um papel decisivo, um elemento difícil de prever. É aqui que entra a sorte. "Mais vale ter uma má largada e depois escolher o lugar certo do que arrancar bem e depois ter de enfrentar uma coisa totalmente inesperada", explica o velejador nascido no Rio de Janeiro, que diz que "os dois primeiros dias serão muito importantes".
Lima já confidenciou que vingar o 4º lugar de Atenas’2004 é um objetivo, embora sublinhe não estar a pensar em resultados.
Top 10 para fechar
O Rio de Janeiro é a última paragem para João Rodrigues, que inicia hoje a sétima e derradeira participação olímpica. O atleta madeirense, porta-estandante de Portugal na cerimónia de abertura, pensa que a possibilidade de medalha "já não se coloca" no seu caso, mas assume que gostaria de terminar a carreira com um lugar nos 10 primeiros.