Humberto Gomes: «Medalha é perfeitamente possível»

Guarda-redes destacou a evolução do andebol português

• Foto: José Gageiro/Movephoto
Portugal estreia-se no andebol dos Jogos Olímpicos em Tóquio'2020 e Humberto Gomes, veterano guarda-redes da seleção nacional, considerou esta quinta-feira que chegar a uma medalha "é perfeitamente possível".

Aos 44 anos, o guardião do Póvoa AC já assistiu pela televisão a muitos Jogos Olímpicos e recorda bem as medalhas de Carlos Lopes (Los Angeles'1984), Rosa Mota (Seul'1988) ou o sucesso mais recente da canoagem (Londres'2012). Mas nunca pensou que seria possível o andebol nacional ter a hipótese de ser medalhado ou, sequer, de estar num torneio olímpico. 

"Quando comecei a jogar, ir a uma grande competição já era um feito muito grande, quanto mais aos Jogos Olímpicos... Nunca foi colocado sequer esse sonho", assume o guarda-redes. 

Mas, hoje, com a "qualidade tão grande, tão grande" da equipa nacional, Humberto Gomes acredita que Portugal pode até imitar os seus ídolos olímpicos.

"Uma coisa que o professor Paulo [Jorge Pereira, selecionador nacional] nos incutiu foi entrarmos em campo sempre com muito respeito pelo adversário, mas conscientes de que podemos ganhar a qualquer equipa. É com esse espírito que vamos para os Jogos Olímpicos: vamos querer ganhar todos os jogos. Certamente, não é possível ganhar todos, mas uma medalha é perfeitamente possível. É mais um sonho que queremos concretizar", assinalou.

Se tal acontecer, os andebolistas nacionais entram num lote muito restrito em Portugal. 

"Vários atletas conseguiram medalhas [em Jogos Olímpicos] com muito mérito. E isso é surreal, num país tão pequeno e com recursos inferiores aos de outros países. Isso diz muito dos desportistas que temos e do trabalho que cada um de nós faz", observou.

Humberto Gomes é um dos três guarda-redes presentes no primeiro estágio de preparação de Portugal, na Nazaré. No final, apenas dois vão integrar o lote de 15 que Paulo Jorge Pereira escolherá, entre 20 atletas. 

"Há quem vá ficar - é claro - muito triste e espero não ser um deles. Até porque a idade também pesa e para mim pode ser mesmo a última oportunidade", lembra, prometendo "fazer tudo por tudo para ser um dos selecionados". 

O central Rui Silva admite que o início do estágio, com muita carga física, está "a doer um bocadinho", depois de "uns bons dias de férias". Mas, realça, "é bom sinal".

"É sinal de que vamos representar Portugal nos Jogos Olímpicos. (...) Só quando pousarmos os pés lá [em Tóquio] é que vamos sentir completamente o concretizar de um sonho que há uns anos pensávamos que era, não digo impossível, mas muito difícil de acontecer", notou.

Conquistado o direito a estar no torneio olímpico, a seleção ambiciona a mais do que apenas... estar: "Saber que conquistámos este objetivo é sinal de que tudo o que fizemos foi bem feito e queremos mais do que isso", prometeu, reconhecendo que Portugal parte "sem assumir grandes favoritismos", porque em Tóquio estarão "os melhores do mundo".

Ansioso por chegar aos Jogos, Rui Silva admitiu que, se pudesse escolher, "certamente não escolheria estes", devido às limitações impostas pela pandemia de covid-19.

"Mas pelo facto de termos uma presença inédita nuns Jogos Olímpicos essa questão acaba por estar um pouco de parte. Vamos mesmo assim vivenciar - e adorar - toda a experiência que é estar nuns Jogos", garantiu. 

Por Lusa
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