Seleção Nacional de andebol um passo à frente

Projeto apontava aos Jogos Olímpicos de 2024, mas a equipa das quinas vai estrear-se em Tóquio

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Miguel Laranjeiro e Paulo Pereira em sintonia
Miguel Laranjeiro e Paulo Pereira em sintonia • Foto: Luís Manuel Neves

O dia 14 de março de 2021 ficará marcado para sempre na história do desporto português, e não é para menos. Foi nessa noite que a Seleção Nacional de andebol garantiu pela primeira vez o apuramento para os Jogos Olímpicos, e não podia ter sido de forma mais dramática, com o golo da vitória a aparecer nos últimos segundos. A festa foi grande e Miguel Laranjeiro, presidente da Federação de Andebol de Portugal, viveu-a de perto.

"Foi um grande orgulho! A nossa equipa provou que com trabalho, ambição e acreditar até ao último segundo é possível chegar lá. Senti desde início que aquele grupo estava lá para ganhar, e foi isso que aconteceu. Merecem muito", começou por dizer a Record, deixando claro que a equipa das quinas está... um passo à frente do plano: "Aprovámos um documento que era o Rumo 2020-28, que tinha vários objetivos para a Seleção A. O principal era a regularidade nas fases finais dos Europeus e dos Mundiais e, sim, os Jogos Olímpicos estavam lá, mas os de Paris, em 2024, não os de 2020. Houve uma antecipação, o que é extraordinário! São apenas 12 as seleções que se qualificam e nós estamos no continente do andebol, o que são dificuldades em cima de dificuldades. Como disse, o trabalho e o acreditar fizeram com que chegássemos lá."

Por fim, Miguel Laranjeiro destaca a importância da aposta na juventude. "Queremos esta regularidade para o futuro, e isso só é possível com a aposta na formação. Os quartos lugares nos Mundiais de sub-19 e sub-21 são bons indicadores. O futuro está garantido", atirou. 

Os dias mais difíceis como presidente

O mundo do desporto, e não só, ficou chocado com o falecimento de Alfredo Quintana no final de fevereiro passado e Miguel Laranjeiro garante que esses foram "os dias mais difíceis como presidente da Federação". "De longe! Pela figura que era, pelas circunstâncias, pelo impacto que teve no desporto, pela proximidade que estava do sonho olímpico que também era dele... Mas esse acontecimento uniu ainda mais a equipa. Pode ter dado aquele suplemento de ambição, um acreditar ainda maior... A superação deste conjunto de atletas que, na sua maioria, trabalhava com ele e viu tudo a acontecer é algo que não se explica. A morte é sempre difícil de aceitar, mas eles perceberam que a vida continua e tinha de continuar, em honra do Alfredo. A melhor forma de honrar aquele espírito alegre era fazer o que ele mais queria. Jogar andebol e ganhar", frisou.

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