Britânico em risco de falhar Tóquio'2020 por dar a entender que falsificou testes Covid-19

Andrew Butchart está a ser investigado pela Federação de Atletismo

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• Foto: Reuters
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Andrew Butchart corre o risco de falhar os Jogos Olímpicos de Tóquio'2020, onde está previsto competir na prova dos 5000 metros, depois de ter dado a entender num podcast realizado na semana passada que recentemente terá falsificado o resultado de um teste Covid-19 para voltar ao Reino Unido.

"Não vou ter problemas com a polícia ou com as autoridades por causa disto. Para reentrares no Reino Unido tens de fazer um teste PCR 48 horas antes. Então quando vais fazer o check in e ainda não tens o resultado do teste comigo. Aí tens de pensar rápido. Pegas num teste antigo, apagas a hora e data do teste antigo, colocas a nova e entras no país. Claro que a Covid-19 é algo muito importante, mas é também uma coisa chata. Toda a gente já falsificou um teste PCR, estou certo disso", atirou o atleta, que foi sexto colocado na final dos 5000 metros no Rio'2016.

As declarações de Butchart ao podcast 'The Sunday Plodcast' - que entretanto já foi apagado - chegaram ao conhecimento da UK Athletics, que rapidamente deixou a garantia de que a situação irá ser investigada a fundo. "Ao longo desta pandemia os atletas de elite tiveram direito a muitas exceções, de forma a poderem continuar a treinar e competir.  Levamos de forma muito séria qualquer sugestão de que um atleta possa não ter seguido as regras e tenha violado os protocolos. Em resultado disso, a convocatória ficará pendente de uma investigação por parte da UK Athletics", escreveu o organismo em comunicado.

Ao perceber a dimensão daquilo em que se acabara de envolver, Butchart assegurou ao 'The Times' que apenas disse aquelas palavras para explicar o quão difícil é ser atleta nesta fase. "Nunca falsifiquei nenhum teste. Todos chegaram a tempo, mas ouvi rumores de alguns que o fizeram. O contexto do podcast era sobre o quão difícil tem sido para os atletas neste contexto de pandemia, para viajar e competir. Usei o exemplo de atletas que sei que utilizaram testes PCR antigos para fazer check in e entrar no país. Nunca o fiz, mas sei quem o fez", assegurou o atleta, que faz parte da lista de convocados britânica, mercê do registo de 13:06.21 minutos, bem dentro do mínimo de qualificação, fixado em 13:13.50.

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