Pais foram assassinados, tia perseguida e Portugal um asilo: a história de Keletela
Velocista, conhecido pelos famosos pés tortos, está nas semifinais dos 100 metros
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Não com o verde, amarelo e vermelho de representação do Congo – nem tão-pouco com as mesmas cores como português – mas com a bandeira da Equipa Olímpica de Refugiados, com os anéis entrelaçados: Dorian Keletela partiu para Tóquio para representar as 83 milhões de pessoas que, tal como ele, "passam dificuldades na vida". Ficou órfão, fugiu do seu país para Portugal, onde chegou com os pés pouco coordenados para um atleta e irremediavelmente assustado, e hoje transforma todo o suor em prestígio: está nas semifinais dos 100 metros dos Jogos e estabeleceu um novo recorde pessoal, a fixar-se nos 10,33 segundos.