pub
07 maio 2021 - 14:16

Nelson Oliveira prepara Tóquio'2020 e trabalha para Marc Soler no Giro

Ciclista português regressa a uma corrida que não faz desde 2013

Seguir Autor:

Comentários

Nelson Oliveira (Movistar) vai participar na Volta a Itália, que arranca neste sábado, a olhar para o calendário a caminho dos Jogos Olímpicos Tóquio'2020, sem descurar o trabalho para o líder, o espanhol Marc Soler.

"Atendendo ao calendário para os Jogos Olímpicos, para ter depois mais tempo, e fazer uma grande Volta para melhorar bastante na preparação", conta à Lusa, explicando porque optou por regressar a uma corrida que não faz desde 2013.

pub

Nessa última participação, então a segunda consecutiva, foi 81.º, depois de ter sido 64.º, e embarcou numa carreira feita sobretudo na Volta a Espanha, com uma etapa ganha em 2015, e na Volta a França.

Regressa ao Giro num dos melhores anos da sua trajetória, em termos de resultados em provas por etapas, e em ano de Jogos Olímpicos, onde terá cartas a dar no contrarrelógio, a especialidade, mas não só.

"Nestas últimas corridas, tenho-me sentido muito bem, a preparação foi feita nas melhores condições, agora veremos como as coisas saem. Venho para trabalhar para a equipa, para o líder, o Marc Soler. [...] Se houver uma oportunidade de espiar uma etapa, darei o meu melhor", assume.

Na Volta à Comunidade Valenciana, em abril, conseguiu o melhor resultado pessoal de sempre em provas por etapas, ao ser segundo, o mesmo posto que conseguiu na quarta etapa, um contrarrelógio, mostrando rodagem na especialidade mas também na montanha.

Menos de duas semanas depois, aterrou nas Astúrias, para a Volta da região, e acabou-a em nono, dando nova mostra da boa forma e sensações.

Os feitos recentes "acabam por ser também uma motivação, é sinal de que o trabalho está a ser bem feito", o que até pode "tirar alguma pressão" e levar a resultados melhores.

Confiante no líder, que "na Volta à Romandia demonstrou que está em boa forma", não enjeita as duas oportunidades de se mostrar na especialidade que mais domina, o contrarrelógio.

"Seja onde for, vou dar sempre o meu melhor. Não venho de maus resultados, estou bem, e espero que as coisas me saiam. [A primeira etapa, em Turim,] é um prólogo, provavelmente não me favorece. Mas sei que estou num bom momento e vou tentar discutir. O último [a 21.ª etapa em Milão] é de 30,3 quilómetros, não sabemos como chegaremos lá. É plano, não tem grandes dificuldades. Depende da cabeça e da forma, do cansaço...", admite.

pub

O percurso exigente - porque a corsa rosa "é sempre uma das provas mais duras do calendário" -, que continua a ser "igual para todos", será enfrentado por um pelotão que engloba um trio de portugueses: além do homem de Vilarinho do Bairro (Anadia), também João Almeida (Deceuninck-QuickStep), quarto em 2020, e Ruben Guerreiro (Education First-Nippo), vencedor da montanha e de uma etapa.

"Fizeram um grande Giro. Este ano, a pressão provavelmente será outra, mas já provaram que podem estar na discussão de etapas, o João na da geral. Vão estar bem, mesmo com os holofotes. Aqui estará o trio para tentar honrar Portugal", atira.

A 104.ª edição da Volta a Itália em bicicleta arranca neste sábado com um contrarrelógio em Turim, terminando em 30 de maio com novo crono, desta feita em Milão.

Outras Notícias Medialivre

Newsletters Record

Receba gratuitamente no seu email a Newsletter Geral

Logo Boost
pub