Pedro Vigário sobre Tóquio'2020: «É um momento muito importante para o ciclismo nacional»

Selecionador enaltece apuramento "histórico" para os jogos olímpicos com destaque para a categoria de cross country

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Raquel Queirós, 'Cross Country' Olímpico (XCO)
Raquel Queirós, 'Cross Country' Olímpico (XCO) • Foto: Instagram
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O selecionador português de BTT e ciclocrosse saudou este sábado o apuramento "histórico" de Portugal para os Jogos Olímpicos Tóquio2020, com quota para uma atleta na corrida feminina de cross country olímpico.

"É um momento muito importante para o ciclismo nacional, em particular para o BTT e para as mulheres. Temos um apuramento histórico de uma mulher no BTT, também na pista", realçou Pedro Vigário, em declarações à Lusa.

O ciclismo nacional terá dois representantes masculinos na estrada, a que se somam uma atleta na pista, vaga assegurada por Maria Martins, e uma no cross country olímpico (XCO), conseguida graças ao resultado de Raquel Queirós no Mundial sub-23 de 2019, após um processo de qualificação com vários fatores, de resultados ao 'ranking' mundial em março de 2020 e duas Taças do Mundo já neste mês de maio.

Este apuramento, garante o selecionador, "é algo muito importante". "Esperamos que seja um ponto de viragem, e de estímulo, para o futuro, em particular para a comunidade feminina" na modalidade, acrescentou.

O XCO, modalidade do BTT, estreou-se em Londres2012 pela mão de David Rosa, que então fez o melhor resultado luso de sempre, um 23.º lugar, antes de ser 44.º nos Jogos do Rio2016, em que Tiago Ferreira foi 39.º.

"Apesar de termos obtido esta quota via o resultado individual da Raquel Queirós, o certo é que quem ganha a vaga é a nação. Evidentemente, a nossa escolha irá refletir o que são os resultados que vamos tendo ao longo da época. Queremos convocar aquela atleta que nos vai dar as maiores garantias na prova", resumiu o técnico.

No que virá a ser uma participação inédita no feminino, que no ciclismo teve apenas o 23.º lugar de Ana Barros na estrada, em 1996, como histórico, não há "ambição de lugar de medalha ou semelhante".

"É uma primeira participação, e é importante que seja feita de forma competente, de forma a estimular a comunidade. Também abrindo aqui caminho para Paris2024, que é um dos propósitos com a participação", realça.

Em sentido inverso esteve o setor masculino, que ficou "muito à porta, foi pena", falhando uma presença que já se tinha verificado nos dois Jogos anteriores.

"Tivemos um ano de 2019, mesmo 2018, bastante maus, com duas lesões graves do David Rosa, que seria o corredor que nos dava, praticamente, mais de metade da pontuação necessária para estarmos nos Jogos. Com a lesão, e a ausência do Tiago Ferreira, mais focado nas provas de maratona, tivemos mais dificuldade", admitiu.

O resultado positivo nos femininos, de resto, traz boas perspetivas para o que é "a formação de jovens com vista a 2024 e 2028", um projeto que possa "fazer a renovação do pelotão" da especialidade.

Os Jogos Olímpicos Tóquio'2020, adiados para este verão devido à pandemia de covid-19, realizam-se de 23 de julho a 08 de agosto de 2021, tendo para já garantida a presença de 62 atletas portugueses.

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