Patrícia Mamona traça meta: «Fazer melhor que o sexto lugar e um novo recorde nacional»

Atleta portuguesa ambiciosa à partida para Tóquio

• Foto: EPA

A atleta portuguesa Patrícia Mamona apontou esta sexta-feira para um novo recorde nacional do triplo salto, que lhe permita melhorar o sexto lugar do Rio'2016, instantes antes de partir para Tóquio, onde disputará os seus terceiros Jogos Olímpicos.

"Tenho de me focar na qualificação. Obviamente que o meu objetivo é muito mais que a qualificação, quero ir à final, fazer melhor que o sexto lugar e fazer um novo recorde nacional, mas tenho de pensar que o mais importante neste momento é qualificar-me, que é a parte mais difícil", afirmou a atleta do triplo salto, no aeroporto de Lisboa.

Num espaço montado pelo Comité Olímpico de Portugal (COP) no aeroporto da capital portuguesa, de apoio aos atletas olímpicos, Patrícia Mamona explicou aos jornalistas que a medalha de ouro conquistada este ano nos Campeonatos da Europa em pista coberta aumenta a confiança, mas é preciso "meter o relógio a zero".

"Não é o Campeonato da Europa ou este título que me vai dar a garantia para a qualificação. Tenho mesmo de fazer o meu trabalho e qualificar-me", realçou a atleta, que, na última semana, bateu o próprio recorde nacional, fixado agora em 14,66 metros, no 'meeting' da Liga Diamante, no Mónaco, onde terminou no terceiro posto.

A sportinguista, de 32 anos, que também soma no currículo um 13.º lugar em Londres'2012, analisou as principais adversárias na luta pelo pódio, embora admita que, numa competição como os Jogos Olímpicos, "pode acontecer tudo".

"As emoções podem jogar a favor ou contra muitas atletas. Eu sou uma pessoa que gosta de trabalhar com pressão. Normalmente é nesses momentos que faço grandes marcas e saio da minha zona de conforto, espero que seja agora em Tóquio, pois já há cinco anos que ando a trabalhar para isto", disse.

Até ao início da prova feminina do triplo salto, Patrícia Mamona vai procurar "afinar alguns detalhes", pois tem consciência de que tem de "saltar muito mais para conseguir uma boa posição", indo para estágio antes de ingressar na Aldeia Olímpica, onde a espera muitas restrições, não tendo igualmente o apoio do público na bancada.

"O público é uma ajuda essencial, dá carisma e essência aos Jogos. Já estamos habituados e era algo que já estava a prever que podia acontecer. Infelizmente, vai acontecer, mas não vai ser isso que me vai impedir de saltar muito", assegurou.

Portugal vai estar representado por 92 atletas, em 17 modalidades, nos Jogos Olímpicos Tóquio'2020, que vão ser disputados entre 23 de julho e 08 de agosto, depois do adiamento por um ano, devido à pandemia de covid-19.

Por Lusa
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