Quanto vale uma medalha olímpica? Portugal paga mais do que... os Estados Unidos

No topo da lista surge Singapura, que dá como prémio 620 mil euros por cada ouro

Vencer uma medalha nuns Jogos Olímpicos não traz apenas consigo a possibilidade de, durante quatro anos (neste caso serão três), poder utilizar o 'título' de medalhado olímpico e colocá-lo no currículo desportivo. Há também um prémio monetário associado, mas que, ao contrário das medalhas, que são iguais para todos, é bem diferente de país para país. Há quem pague autênticas fortunas por um simples bronze olímpico... há quem pague uma ninharia por uma performance de elite no maior palco do desporto mundial.

No topo dessa lista, de uma forma absolutamente destacada, surge Singapura. Com apenas 23 atletas em Tóquio, e com cinco medalhas conquistadas na história (a última das quais em 2016, um ouro), aquele país asiático recompensa de uma forma quase principesca quem faz subir a sua bandeira nos Jogos. O ouro vale 622 mil euros, a prata 311 mil e o bronze 155 mil. Um prémio bem chorudo, claramente, e que se destaca dos demais, segundo os dados recolhidos pelo portal 'Money Under 30'.

No segundo lugar desta tabela, que apenas tem em conta os dados que são públicos, surge o Cazaquistão, que paga 211 mil euros por cada ouro, 126m€ pela prata e 63m€ pelo bronze. Em Tóquio, por exemplo, com 93 atletas presentes, os cazaques já leva quatro bronzes, pelo que o valor a pagar já chega aos 250 mil euros. A fechar o pódio dos países que mais bem pagam está a Malásia, com 200 mil euros para o ouro, 60m€ pela prata e 20m€ pelo bronze.

E quanto a Portugal? No nosso país a tabela foi definida pelo governo em 2018, que na altura equiparou os prémios paralímpicos aos olímpicos e está algo acima em relação a alguns países que podem ser considerados como potencias olímpicas, como os Estados Unidos, Japão ou Austrália, que pagam menos que aquilo que se faz por cá: 50 mil euros por um ouro, 30 mil por uma prata e 20 mil pelo bronze. A estes valores podem ser acrescentados prémios extra, referentes a eventuais recordes olímpicos ou Mundiais (15 mil euros) e Europeus (10 mil).

Quer isto dizer que Pedro Pichardo vai encaixar 50 mil euros pelo ouro, Patrícia Mamona 30 mil euros pela prata de Tóquio, ao passo que Jorge Fonseca e Fernando Pimenta embolsarão cada um 20 mil. Pimenta até podia ter conseguido o extra pelo recorde olímpico do K1 1000, mas acabou por perdê-lo na final, tal como Pichardo, se tivesse conseguido o seu objetivo - de chegar aos 18.40 no triplo.

Em relação ao facto de Portugal pagar mais do que Estados Unidos, Japão ou Austrália por cada medalha explica-se essencialmente por esses três países terem uma probabilidade de conquistas bem maior, algo que faz com que, naturalmente, o prémio a pagar seja inferior. A título de curiosidade, os EUA têm até ao momento 85 medalhas, o Japão 41 e a Austrália 38.

Por Fábio Lima
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