Pellegrini: «Quando toquei na parede, disse para mim mesma que tinha acabado»

Nadadora italiana diz despedir-se "em paz" das piscinas

• Foto: REUTERS

A lenda italiana Federica Pellegrini vai abandonar as piscinas "em paz", depois de ter participado esta quarta-feira na quinta final olímpica consecutiva nos 200 metros livres em Tóquio'2020, um recorde em Jogos Olímpicos.

"Parto em paz depois de ter vivido tantos momentos incríveis. Foi uma bela viagem, que adorei do início ao final", declarou na zona mista a nadadora italiana, depois de ter sido sétima na final ganha pela australiana Ariarne Titmus.

Campeã olímpica dos 200 metros livres em Pequim'2008 e vice-campeã em Atenas'2004, a recordista mundial da distância vai despedir-se dos Jogos Olímpicos sem uma última medalha.

"Quando toquei na parede, disse para mim mesma que tinha acabado. Aceitei que a primeira parte da minha vida parou", revelou, excluindo um regresso à competição após a sua última prova em Tóquio'2020, os 100 metros, uma distância que não é a sua favorita.

Pellegrini assegurou que a decisão é definitiva, lembrando que, em 5 de agosto, vai cumprir 33 anos.

"Este é o momento certo. E terminar numa final olímpica, é o ideal. Estou muito feliz. Na realidade, esta é a final mais tranquila que alguma vez nadei. Esta manhã, quando me levantei, estava verdadeiramente serena. Estou satisfeita com o meu percurso e por terminar desta maneira", reconheceu.

A italiana, muito aplaudida à entrada para o Centro Aquático de Tóquio, entrou hoje na história ao tornar-se a primeira nadadora a disputar uma quinta final olímpica na mesma distância, depois de Atenas'2004 (prata), Pequim'2008 (ouro), Londres'2012 (quinta) e Rio'2016 (quarta).

Aos 32 anos, a 'Divina', como é carinhosamente apelidada pelos seus compatriotas, foi apenas sétima na final, mas manteve intacto o seu estatuto de recordista mundial dos 400 livres - detém a melhor marca mundial desde que, em julho de 2009, nadou em 1.52,98 minutos.

"Trabalhámos tanto nestes últimos meses para viver isto e não posso ter qualquer arrependimento, sei que não poderia ter feito melhor. E já chega, porque não quero chorar", concluiu.

Por Lusa
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