Gustavo Ribeiro: «Ombro não facilitou o meu desempenho»

Português conseguiu chegar à final, mas lesão antiga impediu melhor do que o 8.º posto

• Foto: Reuters

O 'skateboarder' Gustavo Ribeiro lamentou o facto de o seu ombro não lhe ter permitido cumprir o sonho de conquistar uma medalha em Tóquio'2020, assumindo que estava "confiante" num pódio na estreia da modalidade em Jogos Olímpicos.

"É óbvio que não [estou contente]. Sempre sonhei em trazer uma medalha, estava bastante confiante. Infelizmente, hoje não foi o meu dia. Outros virão. Agora é focar-me nos próximos campeonatos, na recuperação física e no ombro", desabafou o almadense, visivelmente abatido.

Depois de gerir a lesão que o impediu de treinar durante dois meses, até duas semanas antes da prova em Tóquio'2020, o quinto classificado do ranking mundial começou a ressentir-se na sequência de uma queda na primeira 'run' da final.

Ainda assim, o "momento decisivo" foi quando o problema se agravou com nova queda e "um esticão" na segunda série de exercícios em 45 segundos -- "o ombro ficou a doer-me bastante" - o que lhe afetou o desempenho nos cinco 'tricks' seguintes.

"É óbvio que todos vimos com a sensação de que podemos trazer uma medalha. Infelizmente, hoje não foi o meu dia. Não estou feliz, mas também não posso estar triste. É a primeira vez do skate dos Jogos Olímpicos e fiz história ao estar na final. [Oitavo] Não era o lugar que queira, mas daqui a três anos em Paris'2014 a ver se conseguimos trazer a esperada medalha", desejou.

O jovem de 20 anos admitiu que, durante a final, houve uma altura em que se sentiu "desmotivado" depois de falhar três manobras consecutivas: "Não consegui controlar a minha cabeça. Também acontece".

O atleta disse ainda que o desempenho nas eliminatórias foi o suficiente para ficar entre os oito finalistas, altura em que tinha de arriscar. "Primeiro, joguei pelo seguro e na final decidi arriscar. Infelizmente, não correu bem. O ombro não facilitou o meu desempenho", lamentou.

Gustavo Ribeiro exultou com a estreia do skate em Jogos Olímpicos, esperando que o entusiasmo crescente em torno da modalidade contagie "mais crianças e meninas" para a modalidade, que continuará no programa de Paris'2024. "Agora é meter este ombro no ponto e fazer o que sempre fiz, andar de skate e trabalhar o meu corpo", concluiu.

Com o oitavo lugar, Gustavo Ribeiro assegurou o segundo diploma olímpico para Portugal, depois do conquistado no sábado pela judoca Catarina Costa, quinta na categoria de -48 kg.

Por Lusa
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