Equipa portuguesa lamenta derrota com Alemanha: «Tirar ilações e ganhar experiência»

Portugal cedeu nos oitavos-de-final da prova por equipas

• Foto: Reuters

A equipa portuguesa de ténis de mesa lamentou este domingo a derrota por 3-0 com a Alemanha, nos oitavos de final do torneio por equipas de Tóquio2020, num "jogo difícil como previsto" ante a segunda favorita ao ouro.

Tiago Apolónia e João Monteiro perderam a primeira partida, contra Patrick Franziska e Timo Boll, por 3-0 (17-15, 11-4 e 11-9), antes de Marcos Freitas cair ante Dimitrij Ovtcharov por idêntico resultado (11-9, 11-7 e 11-6) e Apolónia ceder perante Boll também sem ganhar um 'set' (11-3, 11-9 e 11-8).

"Foi um jogo difícil, como antevíamos. A Alemanha é a segunda favorita, ganharam medalhas no Rio2016 e Londres2012, diversas vezes campeões da Europa. Eram favoritos. Tentámos equilibrar, não foi possível. Estiveram muito bem do primeiro ao último jogo. Temos de olhar para cima e tentar evoluir", declarou Marcos Freitas, na zona mista do Ginásio Metropolitano de Tóquio.

Sem terem conseguido nenhum 'set', o resultado é a prova de que "taticamente os alemães cometeram muito poucos erros", mesmo que haja a lamentar o primeiro 'set' em pares, em que Apolónia e Monteiro tiveram sete pontos de vantagem para fechar, a ganhar por 10-3, e desperdiçaram a oportunidade.

"São uma seleção muito forte, temos de estar em todos os pontos no máximo. Mesmo nesse primeiro 'set', foi mais mérito dos alemães do que demérito nosso. Entrámos bem, contrariámos os pontos mais fortes do par germânico, mas nesses pontos, a quente, é difícil analisar. Há que tirar ilações e melhorar", explicou Tiago Apolónia, enquanto Marcos Freitas admitiu que essa reviravolta "condicionou o resto do jogo de pares".

Perante um adversário com três jogadores no 'top 15' do mundo, e com Ovtcharov já medalhado, de bronze, em Tóquio2020, pouco haveria a fazer, afirmaram, em mais uma prova de que na modalidade são "os pequenos detalhes que todos os dias se podem melhorar que fazem toda a diferença".

Para a frente, a ideia é, sempre, "tirar ilações e ganhar experiência", defende Marcos Freitas, e "treinar mais e melhor", e do outro lado estava um exemplo, o alemão Timo Boll, campeão da Europa aos 40 anos.

"É um exemplo a seguir", admitiu Apolónia, com o trio a não fechar a porta a Paris2024, depois de os três estarem presentes nos quartos Jogos, após Pequim2008, Londres2012 e Rio2016.

O ténis de mesa português, que aqui era nono favorito e enfrentou uma formação alemã que era segunda pré-designada, diz assim adeus a Tóquio2020, depois de Marcos Freitas ter caído nos 'oitavos' em singulares, Tiago Apolónia na segunda ronda e, no feminino, Fu Yu ter saído na terceira ronda e Jieni Shao na segunda.

Por Lusa
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