Marcos Freitas promete "dar o máximo" em "prova diferente"

Português frisa que o quinto lugar alcançado no Rio'2016 "já é passado"

O português Marcos Freitas explica à Lusa que o quinto lugar no Rio'2016, o melhor de sempre do ténis de mesa luso, "já é passado" e quer antes olhar em frente e "dar o máximo" em Tóquio'2020.

"Esse quinto lugar já é passado. Está conquistado, é o melhor resultado de sempre no ténis de mesa, para mim está tranquilo, olho em frente. Sinto que posso fazer cada vez melhor, esse quinto lugar dá-me confiança, mas o mapa [de prova] vai ser diferente, passaram cinco anos. Vamos ver", explica à Lusa, à margem do estágio em Vila Nova de Gaia.

O madeirense vai competir no quadro de singulares mas também por equipas, ao lado de Tiago Apolónia e João Pedro Monteiro, numa equipa que inclui ainda Fu Yu e Shao Jieni, ambas no mapa feminino de singulares.

O trio masculino vai para os quartos Jogos, com o ponto alto a ser o quinto lugar em Londres'2012, mas essa experiência, "sempre boa", pode não fazer "assim tanta diferença".

"A maior parte dos adversários também tem ido às últimas edições. Há sempre estreantes, mas é uma prova diferente. Importante é dar o máximo", atira.

Se toda a gente "quer dar medalhas", Marcos Freitas quer "ver o mapa" para poder sonhar com o sonho de "qualquer atleta", ganhar medalhas, mas o torneio de singulares "é uma prova muito difícil, com 70 atletas para três medalhas".

O ano "atípico" da covid-19 foi "difícil", admite, até porque teve "períodos de quatro, cinco, seis meses sem nenhum jogo oficial", o que tornou complicado arranjar motivação "no dia a dia no treino, saber o nível, sem jogos para comprovar".

Ainda assim, foi terceiro no torneio de singulares do Europeu deste ano e vê-se "num bom momento de forma".

Já por equipas, orgulha-se de uma "seleção muito forte, com muita experiência", que quer dar tudo "por Portugal".

Quanto a Paris'2024, agora "já daqui a três anos", o processo "vai ser tudo mais rápido". "Tenho sentido que os anos passam muito rápido. Os Jogos são a prova mais importante e serão sempre o meu foco. Será também um objetivo", confessa.

Já Fu Yu, que vai competir no torneio de singulares femininos, descarta falar à Lusa sobre Paris'2024, chegando a Tóquio'2020 com 42 anos.

"Para já não estou a pensar nisso. No Rio'2016, não estava a pensar em jogar estes. Aguentei até agora. Não posso dizer se aguento mais ou não aguento. Vamos ver", remata a natural de Hebei, na China, e a residir na Madeira.

A atleta confessa não saber o que esperar no Japão, nuns Jogos marcados pela covid-19 e pelas apertadas restrições sanitárias.

"A primeira vez foi uma coisa incrível... desta vez, nem sei como vai estar. O silêncio, talvez...", reflete Fu Yu.

Portugal vai estar representado por 92 atletas, em 17 modalidades, nos Jogos Olímpicos Tóquio'2020, que vão ser disputados entre 23 de julho e 8 de agosto, depois do adiamento por um ano, devido à pandemia de covid-19.

Por Lusa
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