Em reação à decisão do Instituto Português do Desporto e da Juventude em retirar-lhe o mandato de presidente da Federação Portuguesa de Judo (FPJ), na sequência de um inquérito a incompatibilidades, Jorge Fernandes mostrou-se tranquilo, assegurou que irá analisar a situação junto dos seus advogados e aproveitou ainda para deixar uma 'bicada' a Abel Louro, presidente da AJ de Castelo Branco, que é marido de Ana Hormigo, treinador do Benfica.
"Se a decisão do IPDJ é essa, cumpra-se a lei. Recebi a notificação agora e vou analisar com os advogados se poderá ser contestada. Fui conotado como treinador do Judo Clube de Coimbra, eles é que dizem que o sou, sou um homem do judo, mas pelos vistos nem posso vestir o quimono. Se a incompatibilidade é essa, ainda bem, quer dizer que não sou um criminoso", começou por dizer-nos o líder federativo.
"Vejo que a denúncia veio da Associação de Judo de Castelo Branco, cujo presidente é Abel Louro, marido de Ana Hormigo, treinador do Benfica e da Escola de Judo Ana Hormigo, pelo que se calhar só se houver uma denúncia os seus cargos também ficarão incompatíveis. Reafirmo que não sou treinador, nem presidente, nem tenho qualquer cargo no Judo Clube de Coimbra, do qual fui fundador", frisou.
Jorge Fernandes revelou ainda ter recebido um telefonema de João Paulo Correia - Secretário de Estado da Juventude e do Desporto - "a dar uma palavra de conforto e circunstância" e deixou claro que, em face do sucedido, não irá à Gala do COP na quinta-feira.
Questionado sobre o que se segue, o ainda líder federativo assume que não sabe se se poderá recandidatar. "Se tudo correr como se espera, vai haver uma Assembleia Geral para me destituir e outra para marcar novas eleições. Não faço ideia se me poderei recandidatar, só amanhã poderei ter uma ideia mais definida sobre o assunto. Para já continuarei em funções."
Por Alexandre Reis