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A judoca portuguesa Patrícia Sampaio, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos Paris'2024, disse esta terça-feira estar determinada em tornar-se campeã olímpica, meta que já levava para França e que mantém viva para Los Angeles'2028.
"Aquilo a que eu me proponho é aquilo a que já me propunha em Paris, que era ser campeã olímpica e é o objetivo e o sonho que eu ainda tenho por concretizar", disse aos jornalistas, à margem da apresentação da equipa Portugal LA28, que inclui todos os integrantes nos Programas de Preparação Olímpica e de Preparação Paralímpica para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, em Lisboa.
A atleta, de 30 anos, explicou que os primeiros dois anos de preparação foram "muito bons", com medalhas e títulos importantes, ainda que fora do período de qualificação. A fase decisiva começou, no entanto, com uma lesão que a tem afastado desde fevereiro.
"O apuramento começou em junho e eu tenho estado lesionada desde fevereiro, estou agora a voltar, portanto a minha nova preparação tem estado a correr muito bem. Já vou competir em agosto, em outubro tenho o Campeonato do Mundo e, não querendo ter expectativas, estou confiante no que poderá acontecer, tem estado tudo a correr muito bem", referiu.
A judoca, da Sociedade Filarmónica Gualdim Pais, sofreu uma rotura no ligamento lateral interno do joelho esquerdo durante o estágio em Paris, após o Grand Slam na capital francesa, em fevereiro.
Em abril, Patrícia Sampaio já tinha garantido que a recuperação estava a correr melhor do que o esperado e apontou à presença no Mundial.
A medalhada de bronze olímpica em Paris'2024 e campeã europeia em título (-78 kg) destacou também a evolução das condições de trabalho desde os Jogos de Tóquio'2020 (disputados em 2021, devido à pandemia de covid-19), notando maior atenção das estruturas ao que pode ser melhorado.
"Para Paris já se notou alguma melhoria e nestes dois anos temos sentido toda a gente muito interessada em perceber aquilo que dá para fazer mais por nós. Esses apoios têm estado a crescer, com vista a melhorar aquilo que nós também sabemos, falamos e vemos a acontecer", acrescentou Patrícia Sampaio.