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Faleceu no Japão e a notícia chegou ao nosso país através da embaixada...
Fez parte dos esquadrões kamikazes da 2.ª Guerra Mundial, sobreviveu a um dos períodos mais dramáticos da história do Japão e em 1958 veio para Portugal com a missão de desenvolver o judo, modalidade que era praticamente desconhecida no nosso país. Kiyoshi Kobayashi, considerado o pai do judo português, o mestre dos mestres, morreu no início desta semana, aos 88 anos, no País do Sol Nascente, como era seu desejo.
“Estamos desolados. Morreu o nosso sensei, o mestre dos mestres. A modalidade no nosso país deve-se a ele. Estamos naturalmente tristes. Ele estava no Japão há já 2 ou 3 anos, e das últimas vezes que falámos disse-me que já era muito difícil voltar cá. Dava a entender a debilidade da sua saúde”, recordou a Record o presidente da federação, Manuel Costa Oliveira. “A embaixada japonesa comunicou-nos que o mestre Kobayashi teria falecido na segunda-feira, por isso, penso que já não esteja a tempo de me deslocar lá, mas faremos uma grande homenagem. Aliás, no dia 28 deste mês realiza-se a Taça Internacional Kiyoshi Kobayashi, para a qual estávamos a preparar uma festa mais evidente do nosso respeito e admiração por ele”, sublinhou.
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Kobayashi chegou a Portugal, tinha 30 anos, tendo-se tornado no grande professor da modalidade. Ensinou em inúmeros clubes e instituições, era um modelo para os jovens que começavam a dar os primeiros passos no judo.
“Conheci-o há quase 50 anos, estava eu a começar no Judo Clube Portugal. Já tinha um prestígio imenso, que nos motivava. Era o samurai. Quando o víamos pela primeira vez, era a imagem com que se ficava logo”, lembrou o anterior presidente da federação Lopes Aleixo.
Kobayashi, nascido a 9 de abril de 1925, era nono dan, uma das mais altas graduações de judo. Pai de Renato Santos Kobayashi, antigo olímpico, foi também selecionador e treinador nacional durante 4 ciclos olímpicos. “Todos os professores das gerações seguintes foram influenciados por ele. Devemos-lhe uma grande melhoria na parte técnica”, afirmou Rui Rosa, seu amigo, aluno e atleta olímpico em Los Angeles’1984.
Kobayashi, médico de profissão, foi quem tratou Carlos Lopes a uma lesão no tendão de Aquiles ainda antes de este se ter sagrado campeão olímpico, em 1984. Era amigo pessoal do antigo Presidente da República Ramalho Eanes. À família enlutada, Record apresenta sentidas condolências.
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