Telma Monteiro: «Espero que não volte a faltar fisioterapeuta»

não abdica de elemento fundamental no trabalho da seleção

Telma Monteiro: «Espero que não volte a faltar fisioterapeuta»
Telma Monteiro: «Espero que não volte a faltar fisioterapeuta»

A melhor judoca portuguesa de sempre, Telma Monteiro, insurgiu-se, ainda antes do estágio da Seleção Nacional no Japão, por a equipa ter viajado sem um fisioterapeuta. Já em Portugal, voltou a reclamar pelo elemento médico que, no seu entender, é fundamental para o trabalho de um atleta de alta competição.

“Espero que não volte a faltar um fisioterapeuta nos estágios da Seleção. De um modo geral, é um elemento que faz sempre falta. Felizmente não houve lesões, mas um judoca, mesmo em treino, sofre sempre pequenos toques que precisam de ser reparados no momento. Espero que percebam. A situação não foi a ideal”, declarou a olímpica Telma Monteiro, de 27 anos.

A reclamação da judoca quatro vezes campeã em Europeus, com nove pódios alcançados nessa mesma prova, e tripla medalhada de prata em Mundiais (57 kg) deve-se à especificidade da modalidade.

O judo, que tem muito contacto físico e projeções, é das disciplinas desportivas com um maior número de lesões nos seus atletas, pelo que o papel do fisioterapeuta pode revelar-se fundamental em intervenções simples ou mais delicadas.

Ele oferece um conforto acrescido aos judocas, porque pode fazer um diagnóstico rápido, prevenir lesões e tratá-las, mesmo quando se contraem pequenos toques, que implicam por exemplo, a colocação de uma ligadura num dedo, imobilizar um joelho ou aplicar um analgésico para as dores.

O fisioterapeuta, pelos seus conhecimentos abrangentes, pode também ser importante no processo de recuperação do esforço depois de um duro combate...

Decisão técnica

Refira-se que Rui Vieira, diretor-técnico nacional, defendeu que a existência de um fisioterapeuta no seio da Seleção Nacional em estágio não era fundamental, tendo optado por levar mais um atleta para o estágio do Japão, que decorreu no passado mês de julho, em vez do elemento médico.

Treinos e randori de nível elevado

Telma fez um balanço positivo do estágio no Japão, de preparação para o Mundial:“Para além de ter sido muito bem recebida, os treinos decorreram como planeado, com trabalho específico para contrariar o judo de algumas das minhas adversárias. Houve muito volume e randori [n.d.r. combate] com judocas de grande nível.”

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