Telma Monteiro: Uma força da natureza

Revela ambição para tentar conquistar a sua sexta medalha em Mundiais

• Foto: Getty Images

Com a entrada em cena de Telma Monteiro, Portugal tem hoje oportunidade soberana para conquistar a primeira medalha no Mundial de Baku, no Azerbaijão. A olímpica do Benfica, bronze no Rio’2016, não tem gostado das arbitragens, pois muitos combates têm sido decididos nos castigos, mas está decidida a ser fiel a si própria, seguindo a receita do ataque, que lhe valeu na magistral competição cinco medalhas, quatro de prata e uma de bronze.

"Tenho observado as outras categorias e vejo que o judo está muito tático, com muitos castigos. Aquilo que não tem sido normal, está a tornar-se normal. E isso vai fazer com que as adversárias apostem muito mais no erro alheio, pois é mais prejudicado quem ataca do que quem defende. Na linguagem do futebol, é mais simples jogar em contra-ataque. É um aspeto a ter em consideração, mas isso não vai bloquear o meu judo, que é ofensivo. Tenho de utilizar a minha capacidade de atacar e tirar vantagem disso, sem cometer erros", defendeu Telma, que no Mundial’2017 foi 5ª (57 kg), sendo esta a sua 10ª participação em Campeonatos do Mundo.

Telma Monteiro, 16ª do ranking internacional, não deu muita importância ao sorteio, pois nem sequer será cabeça de série. Subirá ao tapete no Grupo C, sendo clara favorita frente à jordana Hadeel Elalmi (sem cotação) e, se passar, lutará com a vencedora da luta entre a holandesa Margriet Bergstra (31ª) e a chinesa Wen Zhang (71ª).

Teoricamente, o duelo-chave que pode levar às medalhas surgirá na 3ª ronda, frente à japonesa Tsukasa Yoshida (vice-campeã mundial em 2017 e 2ª do ranking), com quem Telma tem o saldo empatado no confronto direto (1-1).

A também 12 vezes medalhada em Europeus, com cinco títulos, diz que está pronta para o que der e vier. "Vai ser um dia exigente, física e psicologicamente, mas estou tranquila e confiante. O dia de competição é sempre um dia novo, pois os outros resultados ficaram para trás. Tudo pode acontecer e isso dá confiança. Senti-me bem na preparação, embora ambicionasse melhores resultados nos dois últimos Grand Prix. Mas até essas provas serviram de lição competitiva. Quanto aos pequenos toques, são naturais, após 15 anos de alta competição. Nada que me assuste ou afete, vou gerindo no dia a dia. Já recuperei de situações muito mais difíceis", sustentou a judoca, de 32 anos.

Por Alexandre Reis
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