Mirko “Cro Cop” Filipovic: Wild Boys! Wild Boys!

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Nome: Mirko Filipovic


Alcunha: Cro Cop


Registo: 24V-6D-2E (1NC)


Altura: 1,88m


Peso: 108kg


Nascimento: 10 Setembro 1974


Origem: Vinkovci, Croácia

Estilos principais: Kickboxing


Para alguém fora do mundo das artes marciais mistas, a música "Wild Boys" dos Duran Duran será um tema que faz lembrar a década de 80, quando os cabelos eram mais compridos e porventura as preocupações eram menores. Mas para alguém que seja fã de MMA, a música "Wild Boys" tem uma associação imediata: Mirko "Cro Cop" Filipovic. É que este clássico de 1984 é a música de entrada deste excelente lutador croata, que começou a combater como profissional no K-1 e transitou gradualmente para as MMA.


Antes do K-1, Mirko Filipovic foi pugilista amador. Dado que na altura estava colocado na unidade anti-terrorista da polícia croata, Mirko ganhou a alcunha de "Cro Cop" (abreviatura de Croatian Cop, que em português significa "Polícia Croata"), e hoje essa alcunha é mais conhecida do que o seu próprio apelido, sendo Mirko frequentemente chamado apenas de Mirko "Cro Cop".


O lutador croata teve um registo interessante no K-1, conseguindo vitórias contra nomes como Jérôme Le Banner, Mark Hunt, Peter Aerts e Remy Bonjasky. Todavia, foi a sua vitória contra o colosso Bob Sapp, no último combate que fez nos ringues de K-1, que fez a popularidade de Mirko disparar. Numa altura em que Sapp já havia vencido o campeoníssimo Ernesto Hoost por duas vezes e ameaçava tornar-se imparável, "Cro Cop" mostou ao mundo a diferença entre um lutador grande e um grande lutador, vencendo por KO em menos de 90 segundos do primeiro assalto e deixando o gigante norte-americano literalmente a chorar, com o osso orbital partido.


Em 2001 Mirko estreou-se nas artes marciais mistas, e logo com uma vitória sobre o perigoso Kazuyuki Fujita. A transição do K-1 para as MMA continuou com bons resultados, incluindo um empate contra Wanderlei Silva, à altura campeão de pesos meio-pesados do Pride. A perna esquerda de "Cro Cop" rapidamente se revelou uma máquina de fazer KOs, e algumas das vítimas do croata incluíram Kazushi Sakuraba, Heath Herring e Igor Vovchanchyn. Com isto Mirko conquistou a possibilidade de lutar pelo título interino de pesos pesados do Pride contra António Rodrigo "Minotauro" Nogueira, mas apesar de ter dominado completamente o primeiro assalto acabou por ser submetido no início do segundo pelo mestre de jiu-jitsu brasileiro.


Os planos de Mirko para se tornar campeão sofreram novo revés com a derrota por KO contra Kevin Randleman, porém o croata voltou à senda das vitórias e logrou acumular sete triunfos seguidos, conseguindo com isso a oportunidade lutar para o título contra o campeão Fedor Emelianenko. Todavia o russo não lhe deu qualquer hipótese e "Cro Cop" acabou a noite com uma derrota por decisão unânime, e a necessidade de começar tudo de novo.


O momento mais alto da carreira de Mirko veio pouco depois, com a sua participação no torneio do Pride de 2006. Nesta competição, em que podiam participar quaisquer lutadores independentemente do seu peso, o croata venceu Ikuhisa Minowa na ronda de abertura e Hidehiko Yoshida nos quartos-de-final. No dia 10 de Setembro de 2006 realizou-se a última ronda do evento, tendo Mirko vencido Wanderlei Silva nas meias-finais (um combate que o Record Online já deu a conhecer aos seus leitores) e o ex-campeão da UFC Josh Barnett na final. Esta vitória viria a ser a última de "Cro Cop" no Pride, dado que a organização japonesa abriu falência pouco depois e foi adquirida pela rival americana UFC.


Mirko foi então contratado pela UFC e estreou-se pela organização norte-americana em Fevereiro de 2007, vencendo Eddie Sanchez sem qualquer dificuldade. Dana White colocou então "Cro Cop" contra o brasileiro Gabriel Gonzaga, num combate em que o vencedor ganharia a oportunidade de enfrentar Randy Couture para o título de pesos pesados da UFC. Quando todos esperavam mais uma vitória fácil do croata, eis que Mirko sofreu um KO devastador de Gonzaga. O mau momento continuou na luta seguinte, com "Cro Cop" a perder por decisão unânime contra Cheick Kongo, num combate em que Filipovic se queixou de joelhadas do adversário em zona proibida.


"Cro Cop" voltou então ao Japão, para combater pela organização Dream e sobretudo relançar a sua carreira. O primeiro combate não lhe ofereceu quaisquer dificuldades, mas no confronto seguinte, contra o holandês Alistair Overeem, Mirko estava a ser completamente dominado e poderá talvez sentir-se feliz por o árbitro ter interrompido a luta em virtude de joelhadas ilegais de Overeem, evitando assim o que se afigurava como nova derrota para o croata.


Nos últimos tempos Mirko "Cro Cop" Filipovic tem estado quase irreconhecível, e muitos apontam as lesões como razão da sua má forma. A verdade é que antes de cada luta Mirko reconhece que na anterior não esteve bem, alegando ter combatido lesionado mas prometendo que agora está a 100%. Vem outro combate e tudo se repete, com "Cro Cop" a mostrar-se apático dentro do ringue/octógono e mais tarde a justificar a sua má prestação com uma lesão. No regresso à UFC, Mirko enfrentará o britânico Mostapha Al-turk no evento UFC 99 e já veio dizer que as lesões fazem parte do passado e que os seus fãs irão poder ver o "Cro Cop" dos bons velhos tempos. O mundo das MMA assim o espera.


Lembrem-se também que podem enviar perguntas, críticas e sugestões para mmanorecord@gmail.com. Continuem atentos ao Record Online e a tudo o que está relacionado com o UFC 99. Até lá, eis um vídeo com alguns momentos de Mirko "Cro Cop" Filipovic:


 

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