Rashad Evans "feliz" com derrota de Keith Jardine

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Rashad Evans foi um dos que suspirou de alívio quando viu Keith Jardine cair derrotado no UFC 96 do passado fim-de-semana, às mãos de Quinton Jackson. Tudo porque Evans é amigo e companheiro de equipa de Jardine e já referiu por diversas vezes que não alinhará em combate contra o camarada, algo que agora se afigura como hipótese cada vez mais distante.

O lutador, que agora tentará alinhar contra Quinton Jackson algures este ano, já realçou por diversas vezes que nunca defrontará o amigo. "Nem por todo o dinheiro do mundo", disse há alguns meses a uma revista da especialidade.


Aliás, basta relembrar que Dana White, presidente da UFC, chegou a puxar as orelhas a Evans em público, durante uma conferência de imprensa. E nem assim o vergou:


White: Vais lutar contra o Jardine.


Evans: Não, não vou...


White: Se eu te disser que vais lutar, lutas mesmo.


Evans: Já disse que não.


White: Vais lutar sim.


Evans: Não vou não.


Neste momento a possibilidade de confronto não se coloca, mas de qualquer modo esta amizade faz pensar num dos dilemas recorrentes daquele que por vezes é apelidado o "incestuoso mundo das MMA", uma vez que nada pode impedir que bons amigos e colegas de equipa se defrontem.


Josh Thomson e Gilbert Melendez eram companheiros antes da luta pelo título Strikeforce em junho. Mark Coleman e Mark Kerr prepararam-se para um combate "de irmãos" num torneio do Pride em 2000, enquanto Rich Franklin deixou o carinho por Matt Hamil à parte quando o "destruiu" bem recentemente.


Contudo, Evans e Jardine vivem uma situação ainda mais complicada, uma vez que se um embate entre ambos se tornar inevitável, algumas questões irão levantar-se de imediato. Quem fica a treinar no ginásio e quem o abandona? Quem terá estômago para tentar utilizar ardis psicológicos para fazer tombar o companheiro? Entre muitos outros pontos de interrogação.


O fair play determinará que Evans e Jardine se distanciem do treinador Greg Jackson, de modo a eliminar a ideia de favoritismo por parte do mentor de ambos, contudo, algumas questões determinantes irão aparecer de rompante.

São as vicissitudes da modalidade, inefáveis quanto as da vida, colocando amigos, irmãos e companheiros em lados opostos da barricada rumo aos títulos, a glória e a mediatização dos seus feitos.

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