António Félix da Costa não cala a revolta pela forma como lhe foi retirado um pódio na penúltima corrida da época da Fórmula E. Segundo na pista em Londres, depois de uma recuperação incrível, o piloto português foi relegado para 17.º, depois dos comissários terem determinado que o português fez a corrida com a pressão nos pneus demasiado baixa.
"Hoje foi das maiores injustiças que já vi neste desporto. De 17.º para 2.º na corrida e levámos com uma penalização por ter um furo lento no final da corrida. Perdemos o pódio", escreveu o piloto em português, antes de, em inglês, deixar duras críticas a quem manda na Fórmula E.
"Hoje o desporto perdeu, a Fórmula E e a FIA perderam. Não é a primeira vez que vemos a FIA ser inconsistente com penalizações e ações. Recebi uma penalização por ter um fruo lento no meu pneu frontal direito e eles acusaram-nos de termos pressão baixa. O carro estava seguro para conduzir. Os delegados de segurança da FIA disseram-nos para continuar. Cuidei do carro depois de ultrapassar 16 pilotos até chegar à 2.ª posição e o resultado foi-me retirado de forma injusta. Vimos carros recomeçarem as suas corridas sem asas frontais ou parcialmente partidas. E foram autorizados a correr. Injustiça", acrescentou.
Minutos depois, Félix da Costa puxou atrás no tempo e foi buscar uma vitória na Fórmula 1 alcançada ainda em piores condições. "Há um precedente em que permitiram a alguém finalizar uma corrida com um furo e sem penalização por ter 'pressão demasiado baixa'. O Lewis [Hamilton] ganhou o Grande Prémio de Silverstone em 2020 desta forma".
Hoje foi das maiores injustiças que já vi neste desporto. De P17 para P2 na corrida e levamos com Uma penalização por ter um furo lento no final da corrida. Perdemos o pódio .
Por Fábio Lima