Filipe Albuquerque: «Daytona é para vencer»

Fora do programa Audi, piloto começa o ano em grande nos Estados Unidos

• Foto: Fernando Ferreira

O escândalo Volkswagen (fraude nas emissões poluentes) fez estragos em todo o grupo alemão. Além das naturais consequências, como a suspensão de venda de viaturas e o pagamento de pesadas multas, a marca viu-se obrigada a suspender alguns programas desportivos. O campeonato WEC foi um deles e inserido nele estava Filipe Albuquerque.

Uma era em pausa

Piloto da Audisport (grupo VW) durante seis anos e vice-campeão do mundo Endurance LMP2, Filipe Albuquerque viu o tapete ser puxado debaixo dos seus pés. "Não tenho nada confirmado no WEC (Mundial de resistência). As coisas vão mudar muito com a saída da Audi do campeonato ao fim de 18 anos", lamentou a Record. "A Audi optou por continuar com o programa DTM. Não tenciono voltar. Estive lá e está feito [sorri]". A grande paixão do piloto português está no campeonato de resistência. Só no ano passado, destacam-se sete pódios em nove possíveis e duas vitórias. "Gostava de repetir o WEC, falta saber se estarei inserido na equipa mexicana com quem estive este ano, a RGR Sport", frisou. Mas as coisas não são fáceis. Na equipa mexicana, falta ainda definir o orçamento para 2017 e, além disso, a equipa perdeu Bruno Senna para a Rebellion Racing, ficando assim só com um piloto definido e duas vagas por preencher. No entanto, Filipe Albuquerque não perde a esperança. "Estou confiante. É esperar e manter a calma", garantiu.

Próxima paragem: Daytona

Com o campeonato de resistência em pausa, o piloto de Coimbra tem confirmado para já a participação nas 24 Horas de Daytona (EUA), que se realiza a 28 e 29 de janeiro. O piloto junta-se ao compatriota João Barbosa e ao brasileiro Christian Fittipaldi na Action Express Racing Team. Será a quinta participação na prova americana. "O objetivo é ganhar [risos]. Estou confiante, tanto com o carro como com a equipa. Faço novamente parceria com o João Barbosa e com o Fittipaldi e temos reunidos todos os condimentos para conseguir uma vitória na corrida", explicou. A verdade é que o português é uma peça fundamental. Num ano em que se estreiam novos protótipos dentro do novo regulamento da prova, a experiência do piloto é preciosa. "Penso que este modelo ‘europeu’ é bom para todos. Veremos como corre", disse.

Por Alexandra Beny
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