Fórmula E: Félix da Costa ambiciona pódio na estreia de Tóquio
Português da Porsche habitualmente pontua na Ásia...
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O Mundial de Fórmula E, após pontapé de saída na América do Norte (Cidade do México), transferiu-se para o Médio Oriente (Diriyah, Arábia Saudita), mudou-se para a América do Sul (São Paulo, Brasil) e, este fim de semana, encontra-se na Ásia, para a estreia do Japão e de Tóquio no calendário do campeonato. No ePrix 121 na história da categoria, o 24.º país e a 34.ª localização (27.ª no continente asiático!) em que os monolugares elétricos aceleram.
Nesta época 10, que tem calendário com número recorde de ePrix (16), Fórmula E em quatro das cinco cidades do mundo com mais população, considerando-se as áreas metropolitanas. A capital nipónica está na lista, com cerca de 39 milhões de habitantes, segundo a estimativa mais recente, por isso vivendo confrontada com os problemas de mobilidade e poluição responsávois por mudança de paradigma no automóvel, do motor térmico para o elétrico, que a competição promove.
Tóquio recebe pela primeira vez corrida sancionada pela Federação Internacional do Automóvel (FIA). Fá-lo num circuito citadino com 2,585 km e 20 curvas na zona do Tokyo Big Sight, centro de exposições a poucos minutos do centro da cidade. A lotação encontra-se esgotada há muitas semanas, devido à expectativa originada por este ePrix com 33 voltas programado para a madrugada de sábado (6.03 horas em Portugal Continental) – antes, às 1.20 horas, realiza-se a qualificação.
Equipas e pilotos conhecem o circuito apenas dos simuladores onde trabalharam na preparação do ePrix. Antecipa-se corrida muito movimentada em pista que tem zonas de ultrapassagem, por combinar retas longas rápidas (três) e zonas técnicas lentas. Em Tóquio, 100.ª corrida da Jaguar na Fórmula E – e, também, 100.ª corrida do neozelandês Mitch Evans com os ingleses. A equipa britânica é apontada como favorita à vitória, direta ou indiretamente – a campeã Envision conta com o mesmo monolugar –, estatuto que partilha com a Porsche (e a "cliente" Andretti…). Juntas, as quatro escuderias somaram 15 vitórias em 16 rondas do Mundial, combinando-se o fim de 2023 e o início de 2024.
António Félix da Costa iniciou mal a temporada (abandonou no México e ficou fora dos pontos na Arábia Saudita), mas conseguiu resultado positivo no Brasil (6.º), aí somando os primeiros pontos (8) nesta Época 10. O português do 9XX Electric #13 da Porsche, por tudo isto, diz-se confiante. "Recuperei a confiança em São Paulo… A equipa e o carro são fortes, abordo a corrida com ambição e motivação. Sabe-se que a qualificação é sempre determinante. Posicionando-me bem no arranque, as hipóteses de sucesso aumentam muito, por poder concentrar-me em atacar e não em recuperar posições. Acredito na hipótese de lutar por um lugar no pódio", disse piloto que partilha recorde muito curioso com o suíço Sébastien Buemi: a Fórmula E já visitou oito cidades asiáticas e ambos somaram pontos em… sete.
No Mundial de Pilotos, Félix da Costa 15.º, com 8 pontos. Comanda Nick Cassidy, neozalendês da Jaguar (57(, à frente de Pascal Wehrlein, alemão da Porsche (53), e Mitch Evans (39). No de Equipas, Jaguar no topo da classificação (96) e Porsche na 2.ª posição (61). Em Tóquio, 9XX Electric e Taycan Turbo, o Safety Car da Fórmula E conduzido pelo português Bruno Correia, com decorações rosas exclusivas.