Tiago Monteiro: «Renovação é voto de confiança da Honda»

Continua a fazer parte da marca nipónica para mais uma competitiva época

• Foto: Manuel Portugal/Honda

Para a época 2016 do WTCC, a Honda apostou numa estratégia mais atacante. Com um alinhamento novo (sai Gabriele Tarquini, entram Norbert Michelisz e Robert Huff) e um 3º carro, a marca japonesa diz presente no Campeonato do Mundo de carros de turismo.

Na estratégia, uma peça importante: Tiago Monteiro. O piloto de 39 anos mantém-se na equipa. Um passo importante e sobretudo uma prova de confiança. "Foi muito importante. Separar o Tarquini e manter-me aqui é uma prova de confiança. Só me motiva mais. Estou aqui desde o início e continuar esta relação é uma prova de confiança enorme," explicou a Record.

Tiago está motivado, mas a saída do italiano da equipa não deixou de mexer um pouco com o piloto. Não é para menos. Há anos que trabalhavam juntos. "Fiquei triste. Estivemos juntos nove anos e conhecemo-nos bem. Ele sabe que ‘set up’ prefiro e vice-versa. Sabemos os pontos fortes e fracos de cada um. Vai ser diferente e estranho, mas a vida continua", garantiu-nos o piloto do Porto. "Ele vai continuar no campeonato de uma forma ou de outra. Em pista já era meu concorrente. A diferença é que na Honda sabia qual era a estratégia. Reagiremos da mesma forma e... vai haver contacto", assumiu sorridente.

Agressividade

Contacto foi algo que não faltou durante a época 2015 de Tiago. O episódio entre o português e o argentino José Mária López, em Paul Ricard, deu que falar. Sobretudo pela má intenção do campeão do WTCC. Em Vila Real, o português acabou ‘ensanduichado’ entre dois Ladas, um episódio que Tiago lamenta, mas... perdoa. "O mais frustrante de 2015? Vila Real . Vi e revi as imagens. Não havia como fugir ao que aconteceu. Os dois carros estavam praticamente parados à minha frente, vi um espaço e tentei. Infelizmente fui entalado. Destruí o carro e perdi muitos pontos", lamentou. "Era um pódio possível. Não era piloto profissional se não tivesse tentado aquela ultrapassagem", confessou o piloto da Honda que frisa que "o que aconteceu em Vila Real não foi intencional". "Houve muitas lutas em 2015. Alguma agressividade mas acima de tudo, houve fair play", garante.

Quanto ao ponto alto? Entre as vitórias conseguidas, o triunfo numa casa bem especial. "A vitória no Japão foi muito emocionante. Sobretudo porque ganhei com grande vantagem", recordou.

Volvo junta-se à luta pelo título

A partir de 2016 entra uma nova construtora do WTCC. A sueca Volvo entra em linha e promete tornar a vida complicada aos demais . Pelo menos é essa a opinião de Tiago Monteiro, muito embora pouco se saiba sobre a entrada em cena e os planos da marca para atacar o Campeonato do Mundo de carros de turismo. "Ainda é uma incógnita, mas com os budgets que se fala e a quantidade de treinos que fizeram em pouco tempo, creio que se pode esperar uma chegada forte", avisa Tiago que sabe que a concorrência será mais forte. " Todas as equipas se reforçaram bem. A Lada também promete mais agressividade. E nós também , graças ao reforço do terceiro carro", assegurou.

Por Alexandra Beny
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