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Fronteiras, a tecnologia ao lado da Idade Média

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Rumo a Marrocos

Já todos sabemos que é assim, já todos vamos munidos de paciência quanto baste, mas nenhum de nós é capaz de entender toda a burocracia que ainda envolve as passagens fronteiriças. É verdade que mesmo em alguns dos países mais evoluídos, com excepção do espaço Shengen, as dificuldades em atravessar fronteiras são muitas e os processos de controlo são demorados, mas por razões que têm a ver essencialmente com a segurança e as ameaças que pairam por este mundo fora. Mas por estes lados, as razões são outras e bem menos entendíveis.

Em Marrocos, por exemplo, todas as viaturas são submetidas a um minucioso exame através de moderníssimos «scaners» importados da Suécia, segundo informação dada por um amável aduaneiro. Ou seja, quer à entrada quer à saída do país, a tecnologia está presente e é bem utiolizada. Mas ao seu lado mantêm-se ainda processos arcaicos, mais próprios da idade média do que dos tempos actuais.

Por exemplo, os passaportes são «lidos» electronicamente, mas depois todos os nossos dados são transcritos «à unha» quer pelos funcionários das alfândega, quer pelos que tratam dos registos das viaturas. Na prática, tudo se passa mais ou menos assim: primeiro, damos entrada dos passaportes e do papelinho previamente preenchido (quem somos, donde vimos, para onde vamos e como vamos...); carimbado estes, há que tratar da viatura (mais um papelinho que, por acaso, também pode ser preenchido previamente via internet, mas que não aconselhamos, pois este acaba por lançar ainda mais confusão ao funcionário); a seguir há que tratar da seguro do carro e da alfândega e, finalmente, quando pensamos estar despachados, temos de ir recolher mais uma assinatura e uma carimbadela, do senhor inspector que entretanto estava em falta. Pelo meio ficaram informações várias, que nos fizeram andar de guichet para guichet à procura do local certo. E nos faz desesperar... Passaram então umas duas horitas.

São normas e há que respeitá-las, obviamente. Mas é inconcebível que, num país com o nível de evolução do reino de Marrocos, que nos faz sentir como se estivessemos na Europa, ainda se vejam aqueles funcionários a transcrever para aqueles livros enormes todos os elementos que ficaram registados anteriormente no computador. Faz-nos recordar o «rol» dos merceeiros de antigamente, aqueles livros onde se apontavam as dívidas, e faz-nos duvidar da sua utilidade. Porque apesar de hoje em dia muito se falar muito do cruzamento de dados não acreditamos que haja por ali quem se dedique a verificar tanta escrituração.

Muita paciência para superar a fronteira
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