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Uma fronteira do (e para) outro Mundo

DE MARROCOS PARA A MAURITÂNIA

Uma fronteira do (e para) outro Mundo
Uma fronteira do (e para) outro Mundo

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A maioria daqueles que leem estas pequenas crónicas que tenho vindo a publicar aqui a propósito da terceira edição do Sahara Desert Challenge já passou muitas fronteiras. E, também muito provavelmente, já passou por aquelas situações que o levaram mais tarde a ter histórias para contar. Como daquela vez que o obrigaram a descalçar-se, ou da outra em que teve de despejar a mala, o questionaram sobre os motivos da visita, ou até mesmo quando o meteram numa salinha e o interrogaram como se de um malfeitor se tratasse. Em todos os casos, foram situações mais ou menos incómodas, mas sempre motivos para recordação e frequentemente para uma boa gargalhada.

Em resumo, a passagem de uma fronteira é sempre uma «aventura», por mais simples que sejam as formalidades ou até mesmo quando elas quase não existem, como ocorre agora em grande parte do espaço europeu. Há sempre uma certa tensão no ar, uma certa pressão psicológica quando estamos diante do «senhor guarda» fronteiriço ou do «senhor guarda» das alfândegas. Será que vão implicar com o que levo?, com o que trago?, terei a documentação toda em ordem?, vão chatear-me com as vacinas? - há sempre uma quantidade enorme de questões que nos deixam de alguma forma pouco à vontade e, quando todos estes trâmites são ultrapassados é inevitável um suspiro de alívio. Já passámos!

Pois agora imagine o leitor que já se safou desta fase aquando da passagem da fronteira de Marrocos. Documentos na mão, jipe em movimento e...toca a andar para a Mauritânia. Sim, mas...por onde? Onde raio está o caminho para o posto fronteiriço da República Islâmica? Não procure, porque não há! Ponto! Não há!

Há, como pode ver no vídeo que a Isabel fez às escondidas, rigorosamente uns quantos quilómetros de terra de ninguém. Melhor dizendo, de terra em que apenas se podem ver carcaças de velhos veículos abandonados, montes de pneus, ferro velho diverso e grupos de «cambistas» em busca de negócio. Indicações não existem. Placas não existem. Pistas não existem. Vai-se em frente... fugindo aos calhaus, aos buracos, seguindo uns trilhos marcados pelo tempo e por vezes um camião que, a passo de caracol, cruza de um país para o outro. É surreal? É!

Esta será uma das fronteiras que iremos atravessar a caminho de Dakar. Será uma fronteira inesquecível. Uma fronteira do outro mundo para um outro mundo!

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