Elisabete Jacinto risca rali Dakar

A piloto portuguesa não se sente confortável com o formato da competição mais dura do mundo

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• Foto: Paulo Calado
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Recém chegada da 10.ª edição do África Eco Race, onde desistiu devido a problemas mecânicos, Elisabete Jacinto falou acerca do futuro... e nele não se encontra a presença no rali mais duro do planeta! É certo que a piloto portuguesa não participa num Dakar desde 2009, mas quando se fala de um nome tão ilustre e experiente em provas de todo-o-terreno, é normal que a pergunta apareça: Então e o Rali Dakar? Elisabete é taxativa.

"O Dakar está fora dos planos, completamente riscado. O espirito da prova é completamente diferente e já não me agrada. No África Eco Race, por exemplo, preocupam-se com os pilotos e evitam ao máximo que tenhamos percalços... no Dakar isso não acontece, por isso é que existem tantos acidentes. Isso não me agrada", explicou a piloto, de 53 anos, mostrando ter um misto de sentimentos na chegada ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. "É uma frustração enorme. Não dá para imaginar o que é desistir do rali e continuar lá... achei que era das coisas mais violentas que me podiam acontecer. Não era expectável que tivéssemos aquela avaria e depois ficamos com muito tempo para pensar e começamos a achar que a culpa é nossa, mas também chego contente porque consegui bater-me com os melhores pilotos enquanto estive em competição", frisou.

Vingança em Marrocos

A portuguesa participa no Rali Morocco Desert Challenge, de 14 a 22 de abril, e chega ao norte de África com as baterias carregadas e com muita confiança no porta-luvas do seu veículo. "Agora vamos dedicar muito tempo ao camião para chegarmos bem à prova. Estão lá os melhores mas tenho a certeza que vai correr bem para o nosso lado", afirmou.

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