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A quarta ronda da temporada 2018 está em curso no Azerbaijão e a atenção encontra-se centrada na Ferrari, a equipa de Sebastain Vettel, líder do Mundial de Pilotos depois de duas vitórias seguidas e de várias situações - a par do companheiro de equipa Kimi Räikkönen - que colocaram o carro da escuderia italiana como grande dominador.
São dois pormenores - os quais estarão ligados -, mas a sua potencial influência levou a FIA a deixar um aviso a todas as escuderias, mas com dois alvos bem definidos na mira.
O primeiro é um 'velho' conhecido e poderá envolver também a Renault: a utilização de gases de escape e regime contínuo para obter ganhos aerodinâmicos.
O segundo diz respeito a uma patilha instalada no lado direito interior do volante de Vettel [o de Räikkönen não a tem], a qual a poderá servir para accionar este sistema que está proibido pelo regulamento técnico desde 2014 - depois de se revelar determinante no tetracampeonato de Vettel na Red Bull (2010, 2011, 2012 e 2013).
Pode tratar-se de uma coincidência, mas a entidade que gere os direitos comerciais da F1 divulgou um vídeo na quinta-feira no qual mostra a evolução do volante de Vettel, no qual destaca "a presença de uma mini-patilha cuja função está ainda por perceber".
O problema é, portanto, perceber se a patilha acciona o tal sistema que, através de alterações no mapeamento da unidade motriz, faz com que os gases de escape continuem a ser direcionados continuamente para a asa traseira do carro através de apêndices aerodinâmicos, mesmo quando o piloto não está a carregar no acelerador. Daqui resulta mais carga aerodinâmica, o que na prática significa um carro mais rápido e estável nas entradas em curva.
Resta acrescentar que o aviso da FIA tem a assinatura do novo responsável pela área técnica, o grego Nikolas Tombazis, um egenheiro com várias passagens pela Ferrari sempre elevada responsabilidade na construção dos carros no que diz respeito a aerodinâmica. O último dos quais aconteceu entre 2006 e 2014, como designer-chefe.